Como todo fotógrafo sério em Nova York, Bill Biggart apanhou suas câmaras em 11 de setembro passado e se deslocou rapidamente para o centro da cidade a fim de registrar as imagens do pesadelo que se desenrolava diante de seus olhos. Mas diferentemente de seus companheiros, Biggart não voltou para casa.
Outros fotógrafos se aproximaram das torres envoltas em fumaça do World Trade Center naquela manhã, mas Biggart -fotógrafo veterano que trabalhou em inúmeras zonas de guerra, da Irlanda do Norte ao Golfo Pérsico - sentiu a necessidade de se aproximar um pouco mais. Morreu quando a torre norte desabou, e se tornou o único fotógrafo profissional a perder a vida naquele dia.
Milagrosamente, quando seu corpo foi recuperado dias mais tarde, também foram encontradas suas três câmeras, contendo cerca de 300 fotografias. Como milhares de outras imagens feitas em 11 de setembro, por profissionais ou amadores, as fotos de Biggart estão a um clique de distância, na Internet, formando um arquivo impressionante dos acontecimentos daquele dia.
O trabalho de Biggart está disponível em uma publicação online chamada Digital Journalist, dedicada a mostrar o trabalho dos muitos fotógrafos que, como Biggart, arriscam suas vidas para contar uma história.
O site está repleto de fotografias impressionantes sobre muitos temas, mas demonstra também que fotógrafos são mais hábeis captando imagens do que projetando sites na Internet.
Usando as ferramentas de navegação da página, é difícil encontrar as fotos de Biggart. Elas podem ser localizadas mais facilmente por uma busca pelo nome "Bill Biggart" em um site de buscas como o Google.
A Internet deu muito maior exposição aos acontecimentos de 11 de setembro, com a ajuda dos aficionados pela fotografia. Qualquer pessoa que dispusesse de uma câmara podia fazer um registro do ataque, e muitas o fizeram.
Exemplos são o site de Cynthia Malaran e o www.hereisnewyork.org, que se define como "uma democracia fotográfica" e contém mais de sete mil imagens registradas por pessoas comuns.