Na tragédia, Internet ajuda quando o telefone falha
Quarta, 12 de setembro de 2001, 17h25
A Internet foi um refúgio para os novaiorquinos desbaratinados com os ataques terroristas de ontem ao World Trade Center. Com as linhas telefônicas completamente saturadas pelo enorme número de ligações, as pessoas que não dependiam de conexões discadas recorreram ao e-mail e à Web para se comunicar e conseguir informações. Numa hora dessas, o que mais se quer saber é sobre o bem-estar de parentes e amigos. O intenso tráfego de pessoas ansiosas derrubou diversos sites e portais de notícias, como a CNN, mas a Internet como um todo, que encontra vias alternativas quando há bloqueios, aguentou firme. A empresa norte-americana Matrix.net, que mede a performance da Web, informou que a rede funcionava quase normalmente em Nova York durante a tarde da terça-feira. Quem tentava telefonar na cidade, porém, dificilmente conseguia uma linha. A Internet, assim, foi o principal recurso usado pela imprensa, agências de governo, companhias de aviação e empresas em geral para a tarefa vital de transmitir ordens, informações e avisar familiares de vítimas.
Renato Domith Godinho
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