"O homem ideal tem que ter
um saco enorme para me aturar"

     Com 1,60cm de altura e 43kg, essa lolita de 22 anos mostra que nasceu para fazer sucesso. Trabalhando como atriz desde os 15, Ana Maria Mainieri atuou em vários comerciais, peças teatrais e no curta-metragem O Oitavo Selo. Mas foi no filme Tolerância, de Carlos Gerbase, que ela conseguiu mostrar que veio ao mundo com a arte na veia. Interpretando a filha dos personagens de Maitê Proença e Roberto Bomtempo, Ana Maria mistura um pouco de suas características próprias à adolescente Guida, vivida na trama. Veja o site oficial do filme.

     Ana Maria também encarnou a Lurdinha, da novela A Gente ainda nem Começou, escrita por Carlos Gerbase e Marcelo Carneiro da Cunha. Foi a primeira novela da Internet brasileira, e esteve no ar de 1º de dezembro de 1996 a 10 de abril de 1997 (Clique aqui para rever a novela).

     Com um senso de humor único, Ana Maria revela na entrevista suas preferências e seus planos para o futuro na sétima arte. Acompanhe os principais trechos:

 

Quando você começou a ser atriz? Que trabalhos você já fez?
Comecei a trabalhar com interpretação aos 15 anos, já fazendo comerciais de televisão. Aos 18 anos, veio meu primeiro curta, que foi o Oitavo Selo, onde eu fiz uma participação. Aí rolou o Tolerância, um longa metragem também feito pela Casa de Cinema de Porto Alegre.

Como foi fazer o filme Tolerância?
O Tolerância foi uma experiência maravilhosa. Eu diria que foi o presente da minha vida. Digo sempre que o Tolerância é o passaporte para o sucesso. Foi muito legal filmar com a Maitê, com Roberto Bomtempo, com Maria Ribeiro. Foi um trabalho em que todo mundo cooperou, todo mundo se ajudou. Um longa emocionante, eu diria, um filme surpreendente. E que está dando o que falar por aí. Eu faço a Guida, uma adolescente de 18 anos. Ela é filha do casal Maitê Proênça e Roberto Bomtempo, e leva a melhor amiga para passar um fim de semana com os pais numa casa de campo. Então, a melhor amiga acaba se envolvendo com o pai e dá o maior rolo. Sobre o meu personagem não posso falar muito, porque tem um segredo bem grande no filme em volta da Guida.


Qual a melhor cena do filme?
A cena que eu mais gostei de fazer é a cena mais secreta do Tolerância. Mas em geral foi muito divertido filmar na cachoeira, era um frio de 2 graus no inverno, em junho.

Você se identifica com a personagem do filme?
Para fazer a Guida eu tive que voltar à minha adolescência. Foi bem legal porque a Guida é uma garota bem despachada, uma adolescente supercool. Eu tinha um pouquinho da Guida, sim. Hoje eu não tenho nada a ver com ela.

Você pretende continuar fazendo cinema?
Meus projetos de cinema são: dois curtas pra fazer agora, um em janeiro e um em março, e tenho mais um longa pra filmar com o Jorge Furtado. Vou filmar esse longa em março. Aliás, as filmagens começam em abril e o nome do filme é Houve Uma Vez Dois Verões. Vai ser filmado aqui no sul.

 

O que faria se não fosse atriz?
Eu gostaria de ser psiquiatra. Acho que ia ser legal cuidar de gente louca.

Você se vê como menina ou como mulher?
Tem momentos que eu sou uma garotinha e tem momentos que eu sou uma mulher.

Você se acha bonita?
Me acho bonita. Nada além do normal, mas me acho bonita. Eu gosto dos meus peitos e gosto dos meus olhos também.

Você tem namorado?
Eu tenho uns casos por aí... Quero dizer... agora eu tenho namorado, sim.

Qual o homem ideal?
Aquele que tem um saco desse tamanho pra me aturar seria o homem ideal.

Amor e sexo andam juntos?
Eu gosto muito de amor e sexo, as duas coisas juntas. Acho que é essencial.

 

Quem é seu ídolo no cinema?
Eu gosto muito do Robert De Niro. Acho ele bárbaro.

Quem é a deusa do cinema para você?
Marlene Dietrich é minha deusa, é minha diva, e Bette Davis também. São duas mulheres maravilhosas. Adoro interpretar musas.

Qual o melhor filme para você?
Gosto muito de Assassinos por Natureza, um filme do Oliver Stone. Tem minha atriz preferida, também, que é Juliette Lewis, o Woody Harrelson... É um filme muito legal, gosto muito do estilo do Oliver Stone, do roteiro. Quentin Tarantino, que é tudo de bom. Mas o melhor filme do mundo é o Tolerância.

 

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