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Vale a pena jogar: Alex Kidd in Miracle World DX

Alex Kidd in Miracle World DX é nostalgia no tom certo, ainda que bem difícil

29 jun 2021 20h08
| atualizado em 30/6/2021 às 12h46
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saiba o que achamos de alex kidd in miracle world dx
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Foto: Reprodução / Tecnoblog

Nos anos 80 a Sega agraciou seus fãs com Alex Kidd in Miracle World, marcando a estreia daquele que seria um dos personagens principais da empresa durante anos. No Brasil ele ficou especialmente famoso, por vir incluso na memória de um dos modelos do Master System, o que gerou um enorme carinho nostálgico com o passar dos anos. Agora temos entre nós a versão Alex Kidd in Miracle World DX, que chega aos consoles e PCs atuais, prometendo repaginada completa e respeito ao original.

Alex Kidd in Miracle World DX é um remake, não um remaster. É um jogo que foi refeito com base no primeiro lançamento dos anos 80, mas que também contém vários elementos clássicos. Temos aqui tudo o que foi visto no jogo lá atrás, mas com um ar bem renovado, a começar pelos gráficos, mas passando ainda por trilha sonora e formas de se jogar.

Nostalgia basta?

Nostalgia é um fator poderoso e importante no mercado do entretenimento e muitas empresas sabem disso. A Sega, em especial, já que tem relançado alguns de seus clássicos, terceirizando a produção para outras empresas, como foi com Streets of Rage 4. O melhor de tudo é que eles sabem de uma verdade: só a nostalgia não basta.

Alex Kidd in Miracle World DX é nostalgia pura
Alex Kidd in Miracle World DX é nostalgia pura
Foto: Divulgação/Merge Games / Tecnoblog

E é por esse motivo que, assim como foi em Streets of Rage 4, Alex Kidd in Miracle World DX se garante em seu conteúdo e visual - especialmente o visual. O conteúdo, neste caso, nem se compara ao que foi feito com o outro jogo citado, que é um pouquinho mais recheado, mas a culpa aqui é do material original.

O primeiro Alex Kidd não tem muito mistério: é um game de plataforma bonitinho, bem feito e com algum capricho nos gráficos, mesmo para a época. Porém ele era curto, com pouca coisa a mais para se fazer e é isso aí, como eram todos os games da mesma época, ainda que alguns tenham se sobressaído no mercado.

Nostalgia levada a sério

Um dos maiores acertos deste remake é, por exemplo, manter o respeito máximo a certos aspectos, como na música. Basta alguns segundos do menu inicial para ouvirmos os acordes da clássica melodia de Alex Kidd e se animar bastante para jogar tudo de novo. O mesmo sentimento é acompanhado pelas fases iniciais e ao longo do restante do game.

Os novos gráficos, totalmente desenhados, ainda que em 2D, respeitam bastante do que foi construído com o game original, mas não se limitam. Alex Kidd mostra muito mais o seu cachecol, por exemplo, e as animações de ataque, saltos e outros movimentos, como o nado do personagem.

Muitos detalhes em Alex Kidd in Miracle World DX
Muitos detalhes em Alex Kidd in Miracle World DX
Foto: Divulgação/Merge Games / Tecnoblog

A maior diferença notada pelos fãs será a gráfica, porém. A jogabilidade geral se mantém a mesma, por conta da fidelidade necessária no remake. Isso é graças a existência de um botão que ativa o "modo retrô", alternando para os gráficos antigos e que deixa o jogo virtualmente igual ao que saiu no Mega Drive, com a diferença de ser adaptado para TVs e monitores de alta resolução da atualidade.

Quem preferir, também pode jogar o Modo Clássico, mais fiel ainda, além do modo de batalhas contra chefões, para repetir os combates. Estes são os únicos modos extras para esta reedição - e, sinceramente, nem precisava, mas são bem-vindos mesmo assim.

Dark Souls nem sonharia

Mas é claro que manter tudo fiel ao original cobra seu preço. A dificuldade de Alex Kidd ainda é extrema. Nem tanto se você tiver habilidade e costume ou experiência no jogo original, mas ainda bem acima da média de outros games. E a gente sabe que não é bem assim que se lançam games hoje em dia…

Por mais que tenhamos espaço para jogos difíceis, como Dark Souls, eles têm seu público. Com Alex Kidd a coisa é diferente, por ter uma abordagem diferente. Poderia ser necessário repensar um pouco alguns designs e facilidades para os jogadores neste remake.

Não tenha medo de usar as vidas infinitas em Alex Kidd in Miracle World DX
Não tenha medo de usar as vidas infinitas em Alex Kidd in Miracle World DX
Foto: Divulgação/Merge Games / Tecnoblog

Felizmente, a versão DX de Alex Kidd in Miracle World conta com algo: a opção de ligar ou desligar vidas infinitas. Com elas ligadas, ninguém volta para o início da fase quando morre duas vezes - apenas para o trecho de onde estava. E sinceramente? Não tenha qualquer vergonha de ativar a função de vidas infinitas, deveria ser algo automático e padrão nesta versão, inclusive.

Vale a pena?

Alex Kidd in Miracle World DX é um belo remake, na medida certa e com conteúdos em seus lugares. A dificuldade vai assustar, com toda a certeza, mas o game faz bonito em todo o restante, inclusive nos gráficos desenhados e na trilha sonora refeita. É um jogo que pode ser comprado a preços mais amigáveis nas plataformas - variando entre R$ 60 e R$ 100 -, então definitivamente vale o investimento para os jogadores mais saudosos e nostálgicos.

Vale a pena jogar: Alex Kidd in Miracle World DX

Tecnoblog
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