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The Elder Scrolls: 7 curiosidades e segredos sobre a franquia

Franquia da Bethesda acumula algumas curiosidades de produção e easter eggs. Veja alguns segredos de The Elder Scrolls

27 dez 2021 17h06
| atualizado em 28/12/2021 às 20h28
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A série The Elder Scrolls vai muito além de Skyrim que, vez ou outra, ganha um novo porte para alguma plataforma. A franquia de sucesso da Bethesda teve seu início em 1994 com The Elder Scrolls: Arena e, quase 30 anos depois, acumula altos e baixos e algumas curiosidades. Dá uma olhada em alguns segredos de The Elder Scrolls e conheça um pouco mais da série também.

The Elder Scrolls V: Skyrim
The Elder Scrolls V: Skyrim
Foto: Divulgação/Bethesda / Tecnoblog

Índice

  • 1. No início, era para ser uma arena de combate
  • 2. NPCs "mais humanizados"
  • 3. Eu conheço essa voz de algum lugar…
  • 4. Homenagem a um fã
  • 5. Sem crianças por aqui
  • 6. Indiana Jones perdido em Morrowind?
  • 7. Os mapas gigantescos de Arena e Daggerfall

1. No início, era para ser uma arena de combate

O primeiro game da franquia não foi pensado para ser um RPG, mas sim em arenas de combate, onde o jogador (e um time de lutadores) viajaria pelo mundo de Tamriel enfrentando outros oponentes. Ao conquistar vitórias em cada arena, você se tornaria o grande campeão da capital, ou seja, da Cidade Imperial.

Um fato curioso do desenvolvimento de The Elder Scrolls: Arena é que, para o jogo não ficar tão monótono e repetitivo, os desenvolvedores começaram a inserir missões secundárias ao longo da campanha, o que acabou se tornando a parte principal do game. O título The Elder Scrolls também foi adicionado para dar um ar mais RPG e não parecer tanto apenas um dungeon crawler.

The Elder Scrolls: Arena
The Elder Scrolls: Arena
Foto: Divulgação/Bethesda / Tecnoblog

2. NPCs "mais humanizados"

Conforme novos games da então recente franquia The Elder Scrolls eram lançados, alguns aprimoramentos técnicos também foram feitos. O maior deles, desde o primeiro lançamento, aconteceu em Oblivion. O quarto jogo da série trouxe um sistema chamado Radiant AI e seu objetivo era dar um ar mais humano e natural aos NPCs.

Inclusive, boa parte do trabalho de desenvolvimento de Oblivion focou em melhorias no comportamento dos personagens. Agora, os "figurantes" do jogo e até NPCs importantes tinham rotinas diárias, como dormir, comer, trabalhar, conversar com os demais, viajar e etc.

A ideia foi boa, mas em se tratando de um sistema ainda novo, toda essa rotina se tornava bem previsível e repetitiva facilmente. Os diálogos esquisitos e alguns comportamentos sem pé nem cabeça renderam muitas piadas na época. Felizmente, a Bethesda melhorou um pouco mais essa IA em Skyrim, mas mesmo assim os memes continuaram. Quem não se lembra da história da flecha no joelho?

The Elder Scrolls IV: Oblivion
The Elder Scrolls IV: Oblivion
Foto: Reprodução/Oblivion / Tecnoblog

3. Eu conheço essa voz de algum lugar…

Em Skyrim, se já teve a oportunidade de conversar com o sábio Paarthurnax é provável que a voz do personagem possa lhe soar familiar. Se você teve essa sensação é porque o wyvern* (ou a serpe) é dublado por Charles Martinet, o ator que dá voz a Mario e Luigi.

Inclusive, a série The Elder Scrolls já trouxe outros atores famosos para seu elenco de personagens importantes. Em Oblivion, por exemplo, o Imperador Uriel Septim VII foi dublado por Patrick Stewart.

*Extra: é bem comum confundir dragões com wyverns. O próprio Skyrim faz isso e o seriado de TV Game of Thrones também. Resumidamente, dragões têm as patas dianteiras separadas das asas (que ficam nas costas). Um exemplo é o Smaug da obra O Hobbit (1937), criada por J. R. R. Tolkien. Já wyverns têm as patas dianteiras fundidas às asas.

Paarthurnax
Paarthurnax
Foto: Reprodução/Skyrim / Tecnoblog

4. Homenagem a um fã

Ao visitar o assentamento de Rorikstead, em Whiterun, você poderá fazer algumas sidequests por lá. Uma delas começa ao falar com um homem chamado Erik, que pede a sua ajuda para convencer a família a lhe comprar uma armadura. Isso porque o sonho de Erik é se tornar um aventureiro.

Ao completar essa missão, o NPC recebe o nome de Erik the Slayer e pode te acompanhar pelo mundo. O interessante deste personagem é que ele foi criado para homenagear uma pessoa real. Erik West, que era conhecido como "Immok the Slayer", nos fóruns da Bethesda, era um grande conhecedor do lore de Oblivion. A Bethesda, inclusive, o convidou em uma ocasião para conhecer o estúdio. 

Infelizmente, Erik faleceu de câncer seis meses antes do lançamento de Skyrim e, então, o estúdio decidiu prestar essa homenagem e imortalizá-lo no jogo.

Personagem em homenagem a fã
Personagem em homenagem a fã
Foto: Reprodução/Skyrim / Tecnoblog

5. Sem crianças por aqui

Caso tenha jogado Oblivion, você deve se lembrar de algo bem peculiar: não há crianças no jogo! Os desenvolvedores optaram por esta solução, podemos assim dizer, para evitar possíveis problemas com a classificação etária do game e outras complicações, especialmente se fosse possível matá-las.

Já em Skyrim, caso tenha reparado, alguns NPCs são imortais. Dentre eles estão personagens chave para algumas missões e... Crianças. Dessa forma, o jogo conseguiu popular cidades, vilas e assentamentos com menores de idade sem correr o risco do jogador surtar e sair tacando fogo em tudo. Inclusive, é possível adotar algumas crianças em Skyrim também.

Crianças em Skyrim
Crianças em Skyrim
Foto: Reprodução/Skyrim / Tecnoblog

6. Indiana Jones perdido em Morrowind?

Ao explorar uma caverna no terceiro jogo da franquia TES, mais precisamente a tumba ancestral Omalen, fique atento ao esqueleto de alguém que provavelmente morreu tentando encontrar algum tesouro. Ao lado da ossada, você encontrará um livro contendo as últimas palavras de um moribundo.

Ao ler as últimas memórias do agora esqueleto, é possível descobrir que o homem conta sobre suas aventuras perseguindo um tesouro perdido e outras relíquias. Ele também menciona seu chapéu da sorte e seu pai. E o mais curioso? O texto é assinado apenas por "Indie". Muito possivelmente este é um easter egg em homenagem a Indiana Jones que, no caso de Morrowind, teve um final não muito glorioso.

Esqueleto de Indiana Jones?
Esqueleto de Indiana Jones?
Foto: Reprodução/RedBull Games / Tecnoblog

7. Os mapas gigantescos de Arena e Daggerfall

Provavelmente por restrições técnicas ou falta de pessoal mesmo, os mapas dos primeiros jogos de The Elder Scrolls eram gerados de forma procedural. O "problema" disso era que os mundos se tornavam gigantescos. The Elder Scrolls II: Daggerfall, por exemplo, é insanamente enorme. 

Para se ter uma ideia, o mapa de Daggerfall é tão grande que até hoje ninguém conseguiu medi-lo de forma precisa. De acordo com o site oficial da série Elder Scrolls, o mundo deste jogo é maior que a área real da Grã Bretanha! 

Desde Oblivion, no entanto, os mapas da franquia não são mais gerados dessa forma e sim criados "a mão". O que passaram a ser geradas de forma procedural são aquelas missões repetitivas infinitas, chamadas de Radiant Quests. Geralmente, elas se resumem a falar com um NPC, conseguir um item ou matar alguém e retornar para este personagem para completá-la.

Mapa de Daggerfall (Reprodução/Daggerfall)
Mapa de Daggerfall (Reprodução/Daggerfall)
Foto: Tecnoblog

E essas foram apenas algumas curiosidades e segredos de The Elder Scrolls. Conhece mais alguma que não está na lista? Então compartilha com a gente nos comentários!

Com informações: The Elder Scrolls Wiki e The Gamer

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