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Processo Epic vs. Apple revela faturamento de Fortnite e mais detalhes

A Epic Games fatura cerca de US$ 5 bilhões por ano com Fortnite; a empresa já tentou forçar cross-play em consoles PlayStation

3 mai 2021
21h35 atualizado em 4/5/2021 às 15h47
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21h35 atualizado em 4/5/2021 às 15h47
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A guerra judicial entre Epic Games e Apple ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (3). Devido ao processo, alguns documentos se tornaram públicos, incluindo relatórios financeiros da Epic --- que mostravam faturamento de US$ 9 bilhões com Fortnite entre 2018 e 2019 --- e e-mails nos quais a produtora tentou forçar a Sony a liberar cross-play em consoles PlayStation.

Fortnite
Fortnite
Foto: Epic Games/Divulgação / Tecnoblog

Epic Games lucra bilhões por ano com Fortnite

O relatório financeiro de janeiro de 2020 revelou o faturamento bilionário de Fortnite. Em 2018, logo quando o modo Battle Royale foi lançado, o jogo rendeu sozinho mais de US$ 5 bilhões (R$ 27 bilhões) à Epic Games. No ano seguinte, a quantia diminuiu um pouco e chegou a US$ 4 bilhões (R$ 22 bilhões).

Em comparação, as outras fontes de renda da Epic Games não chegaram nem perto dessa quantia no mesmo período de tempo. A empresa fez US$ 108 milhões (R$ 587 milhões) com "outros jogos" — como Rocket League, por exemplo —, US$ 221 milhões (R$ 1,2 bilhão) com a Unreal Engine e US$ 235 milhões (R$ 1,3 bilhão) com a Epic Games Store.

De acordo com o depoimento do CEO da Epic Games, Tim Sweeney, durante a audiência do processo contra a Apple, a empresa fez mais US$ 5,1 bilhões (R$ 28 bilhões) em receita, em 2020.

Fortnite é lucrativo não só para a Epic Games, como também para as plataformas em que o jogo está hospedado. Quando a desenvolvedora tentou burlar a taxa de 30% da App Store, a Apple logo levou o caso para a justiça. A maçã até acusou a Epic de pedir tratamento especial e removeu toda a presença da desenvolvedora na loja de apps por ela ter violado as regras da plataforma.

Aloy, em Fortnite
Aloy, em Fortnite
Foto: Divulgação/Epic Games / Tecnoblog

Epic Games tentou forçar a Sony com cross-play em Fortnite

Entre os documentos revelados no processo judicial, havia e-mails trocados entre funcionários da Epic e executivos de outras empresas. Uma das mensagens foi enviada em 2018 para a Sony pelo vice presidente de desenvolvimento comercial da Epic Games, Joe Kreiner.

No texto, Kreiner propôs uma parceria entre as empresas para habilitar o cross-play em Fortnite. O vice presidente argumentou que o Battle Royale era o maior jogo do PlayStation 4 na época e, por isso, a Sony não teria como recusar a oferta.

"Nós anunciamos o cross-play em conjunto com a Sony. A Epic sai do caminho e deixa a Sony parecendo uma heroína", sugeriu Kreiner. "Vamos tornar isso uma grande vitória para todos nós. A Epic não vai mudar de ideia sobre o assunto, então vamos apenas concordar com isso", concluiu o vice presidente.

Porém, a Sony recusou. Em resposta ao e-mail de Kreiner, o então diretor de relações com desenvolvedores da época, Gio Corsi, disse que a Epic não poderia usar o cross-play como moeda para forçar uma decisão. "Como você sabe, muitas empresas estão explorando essa ideia, mas nenhuma delas conseguiu explicar como o cross-play pode melhorar o negócio do PlayStation", finalizou Corsi.

Após receber críticas da comunidade e perceber o tamanho real do Battle Royale, a Sony voltou atrás e liberou o cross-play de Fortnite no PS4. Contudo, a gigante japonesa mudou as políticas para jogos com recursos entre plataformas e passou a cobrar uma taxa aos estúdios que quisessem habilitar a função nos seus títulos.

Com informações: The Verge, The Verge, 9to5mac.

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