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Funcionários da Blizzard planejam passeata e greve nesta quarta-feira

Funcionários da Blizzard não estão satisfeitos com a situação e com a direção da empresa após denúncias de assédio sexual e moral

27 jul 2021 18h52
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Funcionários da Blizzard planejam parar geral nesta quarta-feira (28), para protestar contra a diretoria da empresa, que ainda não tomou atitudes a respeito das acusações de ambiente de trabalho tóxico para mulheres e outras minorias. Nos últimos dias a Activision Blizzard foi processada pelo governo da Califórnia, registrando diversas queixas que envolviam assédio sexual e moral.

Frente da Blizzard deve ser tomada por funcionários nesta quarta-feira
Frente da Blizzard deve ser tomada por funcionários nesta quarta-feira
Foto: Reprodução/Forbes / Tecnoblog

Nesta terça (27), uma carta aberta dos funcionários à direção da Blizzard foi publicada, assinada por mais de duas mil pessoas - e contando. Agora eles pretendem realizar uma passeata no lado externo da empresa, enquanto cruzam os braços no aguardo de um posicionamento de seus chefes.

Os funcionários alegam que o movimento não tem qualquer ligação com um suposto sindicado e que eles não pretendem formar um sindicato. A paralisação é um movimento espontâneo envolvendo boa parte da força de trabalho, que está insatisfeita com a situação e demanda mudanças imediatas.

Carta de convocação

O anúncio do protesto foi feito a sites internacionais, que receberam uma carta de convocação feita pelos funcionários.

Leia a seguir:

Dadas as declarações da semana passada da Activision Blizzard, Inc. e de seus consultores jurídicos sobre o processo DFEH, bem como a declaração interna subsequente de Frances Townsend e as muitas histórias compartilhadas por funcionários atuais e ex-funcionários da Activision Blizzard desde então, acreditamos que nossos valores como funcionários não estão sendo refletidos com precisão nas palavras e ações de nossa liderança.

Como funcionários da Activision Blizzard, estamos realizando uma paralisação para chamar a equipe de liderança executiva para trabalhar conosco nas seguintes demandas, a fim de melhorar as condições para os funcionários da empresa, especialmente mulheres, e em particular mulheres negras e transexuais, pessoas não-binárias e outros grupos marginalizados.

1. Fim das cláusulas arbitrárias obrigatórias em todos os contratos de trabalho, atuais e futuros. As cláusulas de arbitragem protegem os abusadores e limitam a capacidade das vítimas de buscarem restituição.

2. A adoção de políticas de recrutamento, entrevistas, contratação e promoção destinadas a melhorar a representação entre os funcionários em todos os níveis, acordadas pelos funcionários em uma organização de Diversidade, Equidade e Inclusão em toda a empresa. As práticas atuais levaram as mulheres, em particular mulheres de cor e mulheres trans, pessoas não binárias e outros grupos marginalizados que são vulneráveis à discriminação de gênero, a não serem contratadas de forma justa para novos papéis em comparação com os homens.

3. Publicação de dados sobre remuneração relativa (incluindo concessões de capital e participação nos lucros), taxas de promoção e faixas salariais para funcionários de todos os gêneros e etnias na empresa. As práticas atuais fizeram com que os grupos mencionados não fossem pagos ou promovidos de forma justa.

4. Capacitar uma força-tarefa de Diversidade, Equidade e Inclusão em toda a empresa para contratar um terceiro para auditar a estrutura de relatórios da ABK, o departamento de RH e a equipe executiva. É imperativo identificar como os sistemas atuais não conseguiram evitar o assédio dos funcionários e propor novas soluções para resolver esses problemas.

O protesto deve ocorrer ao longo do dia. A situação não é exatamente nova: um caso similar ocorreu em 2019, quando funcionários da Riot Games planejaram uma paralisação após denúncias similares que a Blizzard recebe agora.

Com informações: Kotaku.

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