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Duna de Villenueve é esplêndido em sua grandiosidade e poder

A adaptação é uma experiência cinematográfica ímpar.

22 out 2021 11h03
| atualizado às 19h09
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Duna marcou a vida de muitos, influenciou a cultura pop e ditou uma nota de corte altíssima quando o assunto é distopia e ficção científica. Com uma história robusta, recheada de camadas, personagens e núcleos, sempre foi um grande desafio levar a complexidade da obra de Frank Herbert para a tela, vide o fracasso que foi a tentativa de David Lynch, de 1984.

Foto: Warner Bros. Pictures

Com o bom gosto de Dennis Villenueve (A Chegada),seu olhar atento e preciso, Duna chega aos cinemas honrando sua obra original: Grandioso, majestoso e com uma construção narrativa ímpar. Sem pressa, o filme de Villenueve não se preocupa em correr, muito menos em ser um blockbuster, mas apresenta cada detalhe do ambiente distópico, o universo de cada personagem e entrega uma experiência visual.

Duna é grandioso e honra o poder da obra original:

Com um elenco composto por Thimotée Chalamet, Zendaya, Oscar Isaac,Javier Bardem, Jason Momoa, Rebeca Fergunson e Stellan Skarsgard, Duna é ambientado em um futuro distópico onde os humanos conseguiram colonizar outros planetas e o recurso mais valioso do mundo é a chamada especiaria, fonte natural encontrada no planeta Arrakis e que é, entre outras coisas, a matéria prima do combustível para as viagens no espaço. Em uma disputa por essa fonte preciosa, acompanhamos a história de Paul Atreides, jovem talentoso e brilhante que nasceu com um destino grandioso, para além até da sua própria compreensão, e precisa viajar ao planeta mais perigoso do universo para garantir o futuro de sua família e de seu povo. 

Um dos grandes acertos da adaptação foi a escolha do elenco. Com um Timothée mostrando todas as suas nuances como ator, é perceptível a troca e a entrega que houve nos bastidores, para levar ao grande  público uma história grandiosa e avassaladora. A simbiose entre Rebeca Fergunson e Chalamet é um deslumbre à parte. Interpretando mãe e filho, os dois se completam em cena. 

Com um grande desafio em mãos, Villenueve precisou equilibrar a complexidade da mente de Frank Herbert em um filme que dialogasse com os apaixonados pela obra original e também com quem nunca ouviu falar sobre Duna. Adivinhem só? Ele consegue.

Com 2h40 de duração e uma trilha sonora assinada pelo brilhante Hans Zimmer (Batman: Cavaleiro das Trevas (2008) que dá um tom ainda mais robusto para as paisagens intensas criadas por Dennis, o filme conduz o espectador para essa narrativa peculiar, explorando de ponta a ponta cada vírgula, abrindo espaço para uma história grandiosa, já que se trata apenas da primeira parte da trama

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