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Activision se opõe, mas estúdio de CoD: Warzone tenta formar sindicato

Funcionários da Raven Software conseguem maioria dos votos no setor de Quality Assurance e começam a preparar pedido formal de sindicalização nos EUA, mesmo sem reconhecimento formal da Activision Blizzard

26 jan 2022 14h53
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Funcionários da Raven Software — estúdio responsável por Call of Duty: Warzone — decidiram formar um sindicato para os profissionais de Quality Assurance (garantia da qualidade, em português) da empresa. Mesmo sem receber o reconhecimento voluntário da Activision Blizzard, os trabalhadores da Game Workers Alliance vão registrar o pedido formal de sindicalização no National Labor Relations Board (NLRB), dos EUA.

Sede da Activision em Santa Monica, na Califórnia
Sede da Activision em Santa Monica, na Califórnia
Foto: Divulgação/Activision Blizzard / Tecnoblog

A Activision Blizzard teve até as 20h da última terça-feira (25) para reconhecer a formação do sindicato dos funcionários da Raven Software de maneira voluntária. A gigante dos videogames, porém, não enviou uma resposta à Game Workers Alliance a tempo. Apesar disso, o grupo vai seguir com os planos de união.

Ao todo, 34 funcionários do estúdio baseado na cidade de Madison, em Wisconsin, vão registrar o pedido no NLRB. O grupo de profissionais da Raven Software obteve a maioria dos votos entre os trabalhadores do setor de Quality Assurance e, com isso, conseguem formalizar o sindicato sem o reconhecimento da Activision Blizzard.

Caso o pedido seja aprovado pelo NLRB, a Activision Blizzard será obrigada a não só ouvir as exigências da Game Workers Alliance, como também participar das negociações para melhorar as condições de trabalho na Raven Software. Em comunicado, a Activision Blizzard explicou o motivo de não ter respondido o pedido de união a tempo:

"Na Activision Blizzard, respeitamos profundamente os direitos de todos os funcionários de tomarem suas próprias decisões ao se unirem ou não a um sindicato. Revisamos e consideramos cuidadosamente o pedido inicial da GWA na semana passada e tentamos encontrar uma solução mutuamente aceitável com a GWA que levaria a um processo eleitoral acelerado. Infelizmente, as partes não conseguiram chegar a um acordo".

Activision Blizzard.

Sindicalização foi motivada por demissões recentes

O plano de criar um sindicato na Raven Software já existia há meses, porém a ideia só foi colocada em prática após recentes demissões de dezenas de funcionários do setor de Quality Assurance. Os trabalhadores dispensados eram responsáveis por testar as atualizações e procurar possíveis bugs em CoD: Warzone antes do lançamento para o público final.

De acordo com informações da Game Workers Alliance, as demissões dos funcionários aconteceram sem aviso prévio, após "cinco semanas fazendo hora extra, precedidas de um ano inteiro de crunch". Crunch é um termo popular na indústria da tecnologia para se referir a períodos longos de trabalho que ultrapassam as tradicionais 40 horas semanais.

Além disso, o grupo disse que todos os testadores tinham boa relação com a empresa e estavam esperando certas "mudanças positivas no departamento", prometidas pela Raven Software, em março deste ano. Os funcionários demitidos ainda trabalhavam diretamente com CoD: Warzone, uma das maiores fontes de lucro para a Activision Blizzard.

Com informações: Engadget, Washington Post, Venture Beat.

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