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Sábado, 24 de maio de 2003, 20h51

Betty, a Feia completa um ano no ar e pode ser considerada uma verdadeira bênção para a Rede TV!. A trama colombiana, produzida em 1999, teve sucesso em seu país de origem, na América Latina e nos Estados Unidos. E no Brasil, terra da telenovela, a emissora se mantém na terceira colocação em pleno horário nobre. Exibida no horário em que a Globo tem na grade de programação o "peso-pesado" Jornal Nacional, a Rede TV! conquista seis pontos de média e oito de pico. Distante dos 37 de média da poderosa Globo, mas bem próximo dos nove de média que o SBT alcança com a adaptada Jamais Te Esquecerei, que chega aos dois dígitos de pico com freqüência. A Record e Band, mesmo com produções próprias, perdem para Betty e comemoram quando batem nos cinco pontos.

Na verdade, a Rede TV! poderia ter feito "estrago" maior com Betty, a Feia. A produção, inclusive, quase foi comprada pela própria Globo - para não deixar que ela caísse na mão da concorrência. Logo que estreou, Betty, a Feia já chegou a dar 12 pontos de picos e só não foi mais longe porque a Rede TV! resolveu espichar sem nenhuma cerimônia os 169 capítulos da trama original. A novela foi idealizada para não mais que oito meses. Ou seja, a Rede TV! fez uma barriga que vai durar cinco meses na novela ou 120 capítulos, pois o desfecho está previsto para o dia 27 de junho. É muita coisa e mesmo assim a produção encontra público fiel no Brasil. A questão é que a metamorfose da personagem Beatriz Pinzón, a Betty, acabou acontecendo em menor velocidade e diminuindo o impacto no público.

Com isso, ficou mais do que evidente que a Rede TV! se importou mais com o seu departamento comercial do que com os espectadores. A emissora prefere desfigurar um programa que está rendendo audiência a exibi-lo da maneira mais interessante. Em todos os capítulos tem um retrospecto do que aconteceu no dia anterior e no final as cenas do próximo capítulo. Como as novelas importadas já têm a característica de ter poucos personagens e pouquissimos núcleos, a sensação é que nada acontece em Betty, a Feia. Para piorar, a novela quase não tem cenas externas e praticamente um só cenário: o da empresa Eco Modas. Por isso, a mesma decoração cafona é vista cansativamente e situações parecidas se repetem.

Rir da desgraça

Seria pior se Betty, a Feia não tivesse um argumento de fácil compreensão para as faixas infantil, juvenil e adulta do público. Em qualquer lugar do mundo existem pessoas na situação da protagonista vivida por Ana Maria Orozco. A feiosa que é maltratada, apesar da inteligência, pelo seu aspecto físico, é tema até mesmo de clássicos infantis e nada mais universal do que a linguagem entendida pela criançada. O melhor é que a novela, em vez de fazer um dramalhão com o argumento, faz o público rir da desgraça da protagonista e a própria personagem tem humor para rir de si mesma. Até porque Betty, de feia, não tem nada e é este abrupto processo de embelezamento que a Rede TV! perdeu no estica-e-puxa dos capítulos da novela.

No entanto, existem outras personagens que chegam a "brilhar", além da própria Betty, o que é raro nas produções importadas. A atriz Lorna Paz, que vive a afetada secretária perua Patrícia, está bem no papel de antagonista e só não aparece melhor porque a sua dubladora no Brasil deixa a desejar. O melhor amigo de Betty, o feioso Nicolas Mora, também é bem defendido pelo ator Mario Duarte. E o "quartel da feias" - amigas horrorosas que sobem na empresa junto com a ascensão de Betty - serve como uma escada perfeita para a protagonista aparecer.

Na verdade, Betty, a Feia possui justamente a principal característica que falta às produções brasileiras fazerem sucesso no exterior: ingenuidade. Por outro lado, falta a qualidade que faz tanto sucesso das novelas brasileiras no próprio Brasil: a sensualidade. Betty mais sonha em ser beijada do que beija de fato. Para ver mais do que isso, é preciso mudar de canal.

Rodrigo Teixeira / TV Press
            


 
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