Tifanny tem liminar negada pelo STJD e vai à Justiça comum para disputar Supercopa e Superliga
Após vencer o estadual, atleta buscou assegurar participação nos torneios nacionais enquanto caso é julgado em definitivo mas teve pedido recusado
Após ter a liminar negada pelo STJD, a jogadora Tifanny Abreu e o Osasco recorreram à Justiça comum para garantir sua participação na Supercopa e na Superliga. A atleta teve sua inscrição barrada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) devido a uma nova diretriz que restringe os torneios femininos a atletas do sexo biológico feminino, alinhando-se a órgãos internacionais. O clube busca autorização provisória para que ela atue enquanto o mérito da questão segue sem julgamento definitivo.
Tifanny Abreu teve liminar negada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para atuar na Supercopa, que será disputada na noite desta sexta-feira (16) e na Superliga, com início neste sábado (17). Diante da negativa no tribunal esportivo, os advogados da atleta e do clube decidiram ingressar com um pedido de liminar na Justiça comum.
Jogadora busca liminar para assegurar sua atuação nas competições nacionais enquanto o caso não é julgado em definitivo. Nesta semana, Tifanny conquistou o Campeonato Paulista com o Osasco, única competição que teve liberação para jogar após a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) aderir uma nova política de elegibilidade de atletas para competições femininas.
Na tarde desta quinta-feira, 15, as inscrições das atletas do clube foram deferidas pela CBV, exceto a de Tifanny, que permaneceu como pendente.
A medida adotada pela CBV determina que a prática dos torneios da categoria feminina sejam exclusivos para as atletas que possuem o sexo biológico feminino. A ação diz estar alinhada com os critérios do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).
Em fevereiro, parlamentares de Londrina aprovaram, com urgência, requerimento para vetar atleta de jogar a Copa Brasil de Vôlei, que aconteceria na cidade. O texto, proposto por Jéssica Ramos Moreno (PP), solicitava que a Prefeitura impedisse a realização do jogo entre Sesc-RJ/Flamengo e Osasco, revogasse qualquer autorização ao clube paulista e aplicasse uma multa de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
A atleta entrou em quadra com a liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia que afirmou que a lei municipal poderia contrariar precedentes da Corte que garantem proteção a pessoas trans e reconhecem a autonomia das entidades esportivas para definir regras de participação em suas competições.
Em busca do título da Supercopa, Praia Clube e Osasco se enfrentam nesta sexta-feira no Ginásio Castelinho, em São Luís, a partir das 21h.
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