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Com apenas seis equipes, sem público e turno único, vôlei feminino é retomado nesta quarta em SP

Campeonato Paulista abre torneio com Osasco x São Caetano, conta com o retorno de algumas jogadoras da seleção, mas ainda longe de ritmo de jogo devido à paralisação

23 set 2020
08h12
atualizado às 10h45
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O Campeonato Paulista de vôlei feminino começa nesta quarta-feira. O primeiro jogo da competição será entre Osasco São Cristóvão Saúde e São Caetano, às 20h, no ginásio José Liberatti, em Osasco. Devido à pandemia do novo coronavírus, não será permitida a entrada de torcedores no local.

Sem disputar uma partida oficial desde março, Osasco teve apenas um mês para preparar as suas jogadoras. Forte candidata ao título, a equipe retorna às quadras sabendo que terá de lidar com a falta de ritmo de jogo, mas vê o adversário na mesma situação. "Não estamos 100% porque voltamos faz pouco tempo. O Osasco tinha um planejamento para o time retornar com calma e seguindo todos os protocolos, mas as coisas foram atropeladas por causa do Paulista", conta a levantadora Roberta Ratzake em entrevista ao Estadão.

Osasco São Cristóvão Saúde e São Caetano se enfrentam no ginásio José Liberatti nesta quarta-feira
Osasco São Cristóvão Saúde e São Caetano se enfrentam no ginásio José Liberatti nesta quarta-feira
Foto: Divulgação/ Osasco / Estadão

"Apesar de todos os imprevistos, o clube conseguiu respeitar a volta de cada jogadora. Já conseguimos evoluir, mas a questão de jogo terá de ser durante o campeonato. Vamos sofrer, mas isso não vai acontecer apenas com a gente. Todos os outros times vão passar por isso", explica Roberta, que também avalia o retorno como um ótimo teste para o time.

Com a renovação da base, a ponteira Jaque, a central Bia e a líbero Camila Brait, além do retorno da oposto Tandara, Renata acredita que a equipe do Osasco vai apresentar mudanças em relação à temporada passada. "Vejo um time diferente e acredito que manter uma base é algo valioso. Elas são jogadoras mais experientes e a Tandara chega pronta para agregar. Temos tudo para dar certo e estamos trabalhando muito para isso. Queremos um time diferente do ano passado."

O técnico Luizomar de Moura também concorda com a jogadora. "Formamos uma equipe bastante equilibrada e coerente, com atletas talentosas, experientes e que estão adaptadas com nosso método de trabalho, agregando a força de Tandara e o potencial de jovens jogadoras que chegam com muita disposição de crescer e sentir o que é vestir a camisa de Osasco."

A diferença não estará apenas em quadra. As jogadoras também precisam lidar com a falta de apoio nas arquibancadas. Segundo a levantadora, "a torcida apaixonada vai fazer muita falta". "Não estamos acostumadas a jogar em um ginásio vazio e sabemos que em grandes momentos do jogo é a torcida que coloca a gente pra cima. Não poder contar com eles é difícil, mas não temos o que falar. Eles estão sempre nos apoiando", afirma. Como prova da paixão, os fãs do Osasco fizeram questão de colocar frases e bandeiras no ginásio da equipe.

Disputa

O Campeonato Paulista vai contar com seis equipes na briga pelo título: São Paulo F.C. Barueri, Rena Country Club Valinhos, Osasco São Cristóvão Saúde, São Caetano, Sesi Vôlei Bauru e Pinheiros. A disputa será em turno único e todos os times vão se enfrentar na primeira fase. Os quatro melhores se classificam para a semifinal, que será disputada em dois jogos. A grande decisão será no mesmo sistema.

3 PERGUNTAS PARA ROBERTA RATZAKE

Você viu algum lado positivo nessa pausa das competições?

Eu vi a vantagem de poder cuidar do meu próprio corpo. A gente que é atleta de alto rendimento e lida com clube e seleção acaba não descansando muito. Então, cuidei de mim e pude ir a fundo na minha lesão do pé. Agora, retornando aos treinos, consigo ver o resultado disso. Hoje eu procuro uma dor que eu costumava sentir e não encontro. Outras dores que eram muito fortes agora são tão pequenas que acabo esquecendo. Busquei esse tempo para conseguir me recuperar.

Quais são as suas expectativas quando o assunto é seleção brasileira?

A minha expectativa e o meu sonho sempre serão estar lá para brigar por uma vaga na Olimpíada. Tenho consciência do meu trabalho e sei que preciso melhorar. Estive um pouco abaixo da média por alguns anos, mas acho que isso só serve como aprendizado e como meta do que eu tenho que melhorar para poder estar nessa briga, nessa convocação. Sofro pelos anos que passaram, mas pego isso tudo como um gás para agora.

O adiamento da Olimpíada acabou te ajudando?

Agora surgiu mais uma chance. É uma oportunidade de fazer diferente, então estou focada em fazer o meu melhor todos os dias durante a temporada. Depois de tanto tempo parada eu preciso correr muito atrás. Nada vai atrapalhar esse meu sonho pela Olimpíada e estou em busca disso. Tenho certeza que a minha temporada pelo Osasco pode refletir numa possível convocação e ida aos Jogos de Tóquio.

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Estadão
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