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Vasco tem resposta da Justiça do Rio para enfrentar o Boca no Maracanã

Clube ainda tenta reverter decisão antes do prazo final para indicar à Conmebol o estádio da partida pela semifinal da Copa Sul-Americana

7 out 2026 - 00h14
(atualizado às 00h14)
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Resumo
O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido liminar do Vasco para utilizar o Maracanã no jogo de volta contra o Boca Juniors, pela semifinal da Copa Sul-Americana. O magistrado considerou complexa a disputa com a concessionária Fla-Flu, exigindo análise mais profunda sobre o gramado e o calendário. Apesar do revés judicial e das recomendações favoráveis da PM e do Ministério Público, o clube ainda tem até sábado para tentar reverter a decisão antes de informar o local à Conmebol.
Mosaico da torcida do Vasco no Maracanã antes da final da Copa do Brasil de 2025
Mosaico da torcida do Vasco no Maracanã antes da final da Copa do Brasil de 2025
Foto: Buda Mendes/Getty Images / Esporte News Mundo

O Vasco recebeu uma negativa nesta terça-feira (6) sobre o pedido para utilizar o Maracanã no confronto de volta contra o Boca Juniors, pelas semifinais da Copa Sul-Americana. O desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita, da 23ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), indeferiu a solicitação feita pelo clube para suspender a decisão da primeira instância, que havia sido contrária ao Cruz-Maltino na disputa com a concessionária Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela administração do estádio.

A decisão foi tomada em caráter liminar e, portanto, não encerra a discussão. O Vasco ainda pode buscar uma mudança no entendimento até sábado, prazo estabelecido para que o clube informe à Conmebol o local escolhido para receber o Boca Juniors. Neste momento, porém, a Justiça entendeu que não existem elementos suficientes para obrigar a concessionária a liberar o Maracanã para a realização do confronto.

Disputa pelo Maracanã

Na decisão, o desembargador apontou que a questão entre Vasco e a concessionária envolve uma discussão considerada complexa, principalmente pela necessidade de avaliar as condições do gramado, o calendário de utilização do Maracanã e todos os aspectos necessários para a realização de uma partida de grande porte.

Para o magistrado, os pontos apresentados no processo dependem de uma análise mais aprofundada e de produção de provas, algo que não seria compatível com uma decisão tomada em caráter de urgência. Por esse motivo, o pedido de efeito suspensivo apresentado pelo Vasco não foi acolhido neste momento.

O processo teve origem na 2ª Vara Cível da Capital, que anteriormente já havia negado o pedido de tutela de urgência feito pelo clube contra a Fla-Flu Serviços S.A. O Vasco tenta demonstrar que os critérios utilizados para a liberação do estádio não foram aplicados de maneira uniforme e sustenta que houve falta de isonomia na avaliação feita pela concessionária.

O desembargador também determinou que o consórcio responsável pelo estádio apresente suas contrarrazões no processo. A partir disso, a discussão poderá avançar com uma análise mais detalhada dos argumentos apresentados pelas duas partes.

Recomendação do Ministério Público

Outro ponto analisado pela Justiça foi a manifestação do Ministério Público do Rio de Janeiro, que recomendou que o Maracanã fosse disponibilizado para o confronto entre Vasco e Boca Juniors. Apesar de considerar o posicionamento relevante para o processo, o desembargador afirmou que a recomendação, sozinha, não é suficiente para obrigar a concessionária a liberar o estádio.

Segundo o entendimento apresentado na decisão, ainda é necessário avaliar os aspectos previstos no contrato, além das condições técnicas e operacionais envolvidas na utilização do Maracanã. O mesmo vale para manifestações externas relacionadas à segurança pública que foram apresentadas durante a discussão judicial.

O Vasco, por sua vez, defende que o Maracanã seria o estádio mais adequado para receber uma partida desse tamanho. O clube se apoia, principalmente, em questões relacionadas à segurança e à estrutura oferecida pelo local para um confronto envolvendo duas torcidas de grande porte.

De acordo com os argumentos apresentados pelo Cruz-Maltino, a Polícia Militar do Rio de Janeiro teria indicado o Maracanã como a alternativa preferencial por fatores como capacidade de atendimento, organização das torcidas, estacionamento dos ônibus, controle dos fluxos de chegada e saída e integração com o transporte público.

Prazo se aproxima

Apesar da negativa da liminar, o Vasco ainda tem até sábado para definir onde vai mandar o duelo contra o Boca Juniors. O prazo mantém aberta a possibilidade de o clube continuar tentando uma solução para atuar no Maracanã antes de precisar confirmar definitivamente o estádio à Conmebol.

Caso a opção seja levar a partida para fora do Rio de Janeiro, o clube precisaria comunicar o local à entidade sul-americana com pelo menos 15 dias de antecedência. Como esse período seria alcançado na última segunda-feira, a tendência é que uma eventual mudança para outro estado dependa de uma definição rápida entre o Vasco e a organização da competição.

Enquanto isso, o Cruz-Maltino segue na tentativa de garantir o Maracanã para o duelo decisivo contra o Boca Juniors. A decisão desta terça-feira representa um revés no caminho judicial, mas ainda não impede novas movimentações antes do prazo final para a indicação do estádio.

Esporte News Mundo
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