Vasco sonda Arena da Amazônia em meio a impasse sobre mando de campo contra o Boca Juniors
Clube busca alternativas para jogo de volta da semifinal da Sul-Americana após ter novamente negado o pedido para atuar no Maracanã
Após ter seu pedido liminar para utilizar o Maracanã negado pela Justiça e impedido de usar São Januário por não atingir a capacidade mínima da Conmebol, o Vasco consultou a Arena da Amazônia para sediar a semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors e o clássico contra o Flamengo. Segundo a administração do estádio em Manaus, o local reúne todas as condições para receber os jogos, cabendo agora ao clube carioca tomar a decisão sobre o mando de campo antes do fim do prazo da entidade continental.
Em meio ao impasse sobre o mando de campo para as semifinais da Sul-Americana, o Vasco consultou a Arena da Amazônia para receber a partida. O clube entrou em contato com a administração do estádio para avaliar a possibilidade de jogar tanto contra o Boca Juniors, pelo torneio continental, quanto diante do Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro.
Segundo a Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel), em nota ao Estadão, o contato ocorreu nesta segunda-feira, 5. A procura do Vasco acontece no mesmo dia em que o clube teve novamente negado o pedido para mandar o confronto da Sul-Americana no Maracanã.
Além disso, a Sedel, administradora da Arena, também informou que o estádio está apto e reúne as condições exigidas para receber os jogos, cabendo ao clube carioca tomar uma decisão sobre o impasse.
Vasco e Boca Juniors se enfrentam no dia 20 de outubro, pela partida de volta da semifinal da Sul-Americana, enquanto a equipe entra em campo diante do Flamengo no dia 29, pela 33ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Pedido para jogar no Maracanã foi negado
O Vasco também tentou garantir o Maracanã pela Justiça. O clube entrou com uma ação para obrigar a Fla-Flu Serviços S.A., concessionária responsável pelo estádio, a disponibilizar o local para o duelo com o Boca Juniors, mas teve o pedido de liminar negado nesta segunda-feira, 5.
A decisão foi tomada pela juíza Adriana Marques dos Santos Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital. Segundo a magistrada, os laudos apresentados pelo Vasco e pela administração do estádio apresentam divergências sobre as condições do gramado e sua recuperação para a sequência de partidas prevista no Maracanã.
O Consórcio Fla-Flu, por sua vez, sustentou na Justiça que o estádio teria três partidas em um intervalo de cinco dias caso recebesse o duelo entre Vasco e Boca. A administração argumentou que a sequência reduziria o tempo necessário para recuperação do gramado e poderia comprometer as condições do campo.
O Vasco não poderá mandar a partida em São Januário, pois o estádio não atende ao requisito da Conmebol para receber uma semifinal continental. A entidade exige capacidade mínima de 30 mil lugares para essa fase, enquanto o estádio vascaíno comporta pouco mais de 21 mil. O clube conseguiu um parecer favorável do Corpo de Bombeiros para ampliar a capacidade para cerca de 24 mil torcedores, mas o número ainda fica abaixo do exigido.
O prazo para informar à Conmebol o estádio que receberá o confronto contra o Boca Juniors, em tese, termina nesta segunda-feira, 5, caso a partida seja disputada fora da cidade do Rio. Para um estádio localizado na capital fluminense, a definição pode ser feita até 10 de outubro, dez dias antes do jogo, marcado para 20 de outubro.
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