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Presidente do Vasco, Campello revela conversa com Abel Braga e irritação com Federação Carioca

16 mar 2020
19h56
atualizado às 19h56
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Após a demissão do técnico Abel Braga, o presidente do Vasco, Alexandre Campello, falou sobre a saída do treinador, nesta segunda-feira. O mandatário revelou que conversou com o comandante antes do anúncio oficial.

"Tive uma conversa com o Abel hoje na hora do almoço, e nós chegamos em conjunto a essa decisão. Quero até agradecer ao empenho, à dedicação e ao trabalho do Abel. Os resultados que até aqui aconteceram não são só culpa do Abel. Há envolvimento de todos, direção e jogadores. Não se pode colocar só nas costas do treinador os resultados que não vieram. Os jogadores estão cientes e todos nós temos a nossa parcela de responsabilidade. Durante a conversa, chegamos a conclusão que o melhor era interromper. Foi uma decisão amistosa e compartilhada", disse ao site Globoesporte.com.

Campello afirmou que não tem nenhum nome em mente neste momento. O presidente destacou que vai trabalhar neste sentido a partir desta terça-feira.

"Eu não penso e não trato de treinador enquanto tenho compromisso que tinha com quem dirigia o clube. Temos de ter respeito com o profissional, sempre é essa a nossa conduta. A partir de agora, vamos pensar nisso. A princípio, o Ramon treina a equipe. Temos de esperar para ver como vai ser com o futebol nos próximos 15 dias. A partir de amanhã, pensamos nas medidas a serem adotadas", declarou.

Por fim, Campello falou sobre o motivo de ter deixado a reunião na FERJ mesmo antes do início.

"O Vasco deixou a reunião por entender que houve desrespeito com o clube e com os demais clubes. Fui um dos primeiros a chegar, aguardei desde as 9h. A reunião estava marcada para 9h30. O presidente do Flamengo foi chamado na sala da presidência. Lá, ficou reunido com todos os demais aguardando por 40 minutos. Achei isso um desrespeito. O Vasco não pode ser tratado dessa maneira. Já existe um desequilíbrio muito grande no Carioca com uma vantagem esportiva importante ao Flamengo. Quando se decidiu que o Maracanã seria um campo neutro, era no sentido de realizar os clássicos. E não que o Flamengo pudesse levar os seus jogos contra os pequenos para lá. Isso é uma imoralidade", comentou.

Sem Abel Braga, alguns nomes começam a ser ventilados em São Januário. Thiago Larghi e Eduardo Barroca já haviam sido falados antes desta segunda-feira. Outro nome que apareceu no radar foi o do português José Moraes, que estava no futebol sul-coreano e já foi auxiliar de José Mourinho.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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