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Pacheco reconhece má fase, mas descarta saída do Vasco: 'A vida de um treinador é feita de bons e maus momentos'

O Vasco foi derrotado pelo Juventude por 2 a 0, em Caxias do Sul. Após o apito final, o técnico Álvaro Pacheco lamentou o resultado, sua terceira derrota em quatro jogos no comando da equipe.

20 jun 2024 - 00h51
(atualizado às 01h27)
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Álvaro Pacheco após o jogo entre Vasco x Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro
Álvaro Pacheco após o jogo entre Vasco x Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro
Foto: Leandro Amorim/Vasco / Esporte News Mundo

Na noite desta quarta-feira, o Vasco sofreu a terceira derrota em quatro jogos sob o comando de Álvaro Pacheco. Ainda sem vencer no Brasileirão desde a chegada do técnico português, o Cruzmaltino também perdeu para Flamengo e Palmeiras, e empatou sem gols contra o Cruzeiro. Após o 2 a 0 imposto pelo Juventude, em Caxias do Sul, o treinador português ressaltou o nervosismo da equipe e lamentou o resultado.

— Queríamos ser capazes de conquistar a nossa primeira vitória. Penso que foi um jogo em que entramos nervosos. Nos primeiros 30 minutos, não tivemos a capacidade de controlar a partida da forma que pretendíamos. Deixamos muitos espaços para o adversário acelerar o jogo e aproveitar as nossas costas. Após o intervalo, as correções foram positivas, porque a equipe entrou muito bem no segundo tempo. Fomos mais assertivos, controlamos a pressão e os espaços. No melhor momento do time, sofremos um gol. É do momento, e isso nos afetou um bocado. Nos últimos 10 minutos, fomos capazes de equilibrar a partida, principalmente com a mudança no meio-campo. Penso que no final estávamos dentro do jogo. — afirmou o português.

Mesmo com pouca produção ofensiva e apenas cinco finalizações em toda a partida (duas no gol), o treinador destacou a postura da equipe cruzmaltina. Segundo Pacheco, o Vasco foi combativo, mas não conseguiu superar a má fase e trazer pontos para casa.

— Acredito que houve entrega, houve atitude dos jogadores de ir em busca de um resultado positivo. Acho que não foi da forma mais correta, com um jogo posicional, para termos mais a bola. Tivemos algumas decisões precipitadas, mas ainda criamos oportunidades para empatar. No último minuto, infelizmente, sofremos o segundo gol. É um momento complicado, que não gostamos de passar, mas precisamos trabalhar e focar naquilo no que podemos controlar. A vida de um treinador é feita disso: de bons e maus momentos. Não posso desistir ou duvidar das minhas capacidades.

Indagado sobre os maus resultados nos primeiros quatro jogos, Pacheco reconheceu as dificuldades, mas sublinhou o momento conturbado em que chegou ao clube. Ainda sobre o início de trabalho, afirmou que é preciso ter continuidade para que o time evolua.

— Não sou um treinador que gosta de arranjar desculpas. Mas, é preciso reconhecer que chegamos ao Vasco em um momento complicado. É um tempo de muitas transformações, de mudança, instabilidade. Estamos conhecendo o clube, os atletas e a identidade da equipe. Com esse cenário, às vezes perde-se um discernimento. Nos primeiros dois jogos, enfrentamos dois adversários muito fortes, treinados há muito tempo e com dinâmicas fortes. Realmente, com esses resultados, criamos alguma ansiedade. Penso que no último jogo, em casa, a equipe já deu uma resposta dentro do que pretendíamos. Hoje, não fomos capazes de dar essa continuidade, mas acho que isso faz parte do processo. Precisamos manter a sanidade e perceber o que falhou. — destacou Pacheco.

Outros trechos da coletiva de Álvaro Pacheco:

POSSÍVEL DEMISSÃO

— Não sou um treinador de desistir. Acredito que em nossas vidas há sempre momentos bons e maus. Os momentos de fracasso e desilusão têm que nos tornar mais fortes, e acredito que vou me tornar muito mais forte enquanto treinador. Acredito muito no meu trabalho e no que estou a desenvolver com o elenco. Acredito que os resultados vão aparecer pela forma como treinamos. Temos que continuar a focar no trabalho, porque só ele pode nos tirar desta situação.

PROBLEMAS NO VESTIÁRIO?

— Enquanto treinador, não posso fugir. Evidentemente, é um momento complicado. A torcida vascaína está triste, não só com o elenco, mas comigo. Acho que é algo compreensível. Nós temos é que continuar a trabalhar. Não podemos duvidar daquilo que somos capazes e do que queremos fazer. Todos nós temos que nos unir, percebermos que precisamos, todos juntos, sair dessa situação. O vestiário está triste, mas a equipe está cada vez mais desenvolvendo uma relação. Acho que mesmo com adversidades e não sendo um grande jogo da nossa parte, não faltou atitude, não faltou entrega, não faltou atitude para tentar chegar ao gol. Agora falta a equipe estar mais serena e ser capaz de gerir melhor esses momentos para conseguirmos chegar à vitória.

EVOLUÇÃO NO COMANDO DO VASCO

— Sinto que a equipe foi capaz de crescer, foi capaz de identificar comportamentos que tem a ver com nossa evolução no último jogo, em casa. Hoje, não fomos capazes de dar essa continuidade. Mas, isso está relacionado ao momento, com a intranquilidade e a falta de resultados positivos. Isso também tira alguma tranquilidade e confiança. É evidente que eu gostaria de mais tempo para treinar, no meio dessa sequência de jogos. Já testamos muitos jogadores desde que cheguei e, cada vez mais o meu conhecimento sobre o elenco é aprofundado. Em todos os países, há sempre margem para reforçar os elencos e não vou fugir disso. Mas, o que preciso focar é jogadores que estão aqui, como prepará-los e deixá-los mais fortes para alcançar a vitória.

Esporte News Mundo
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