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Nayra Pimentinha, do Vasco, revela a importância do projeto social da CBF em sua carreira: 'Abriu as portas'

Em entrevista para a entidade, atleta, de 18 anos, contou o início de sua carreira e a relação com a CBF Social. Jovem foi convocada por Jonas Urias para a Seleção Feminina Sub-20

3 ago 2021 16h16
| atualizado às 16h16
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Nayra Pimentinha é um dos grandes destaques do futebol feminino do Vasco (Thais Magalhães/CBF)
Nayra Pimentinha é um dos grandes destaques do futebol feminino do Vasco (Thais Magalhães/CBF)
Foto: Lance!

Convocada para a Seleção Feminina Sub-20, Nayra Pimentinha, do Vasco, relembrou o início de sua trajetória em projeto social da CBF, que busca fomentar ações de responsabilidade social através do esporte. Em entrevista ao site da entidade, a atleta revelou que desde 2018 quando seu caminho cruzou com a confederação sua vida mudou e despontou de vez como jogadora de futebol.

- Me lembro até hoje do olhar da minha mãe no portão de casa, quando saí às 3h da manhã para ir ao evento da CBF Social. Quando eu voltei, lá estava ela também me esperando para saber como foi. Quando disse do interesse dos quatro clubes ela chorou muito e disse: 'Filha, quando você saiu de casa eu olhei para o céu e disse: 'Deus, se for da tua vontade que minha filha seja jogadora de futebol mesmo, que o Senhor abra as portas hoje na vida dela'. Eu até brinquei com ela, dizendo que era para eu ser jogadora mesmo, porque ele abriu quatro (risos) - relembrou, e acrescentou:

- Depois do projeto que a CBF fez, com a CBF Social, foi a partir deste momento, em que a CBF abriu as portas para mim que, graças a Deus, a minha vida como atleta foi só crescendo e tive a oportunidade de passar por vários clubes do Pará. Então sou muito grata pelo projeto, fico muito feliz por ter participado, por Deus ter aberto portas na minha vida e ter colocado a CBF lá naquele dia - completou Nayra.

Nascida na Ilha Trambioca, interior do Pará, Nayra Quaresma contou que sempre teve o sonho de ser atleta desde pequena. No time amador, montado pelo pai e pelo primo, ela conquistou uma bolsa e atuou no futebol da Noruega. Diante das dificuldades, a jovem entrou no projeto CBF Social através de um amigo da escola.

A decisão tornou-se um divisor de águas na carreira de Nayra, já que no projeto diversos olheiros de clubes do Pará enxergaram seu talento. Remo, Pinheirense, ESMAC e Tiradentes se interessaram pela atleta, que revelou um pedido feito por sua mãe na época.

- Me lembro até hoje do olhar da minha mãe no portão de casa, quando saí às 3h da manhã para ir ao evento da CBF Social. Quando eu voltei, lá estava ela também me esperando para saber como foi. Quando disse do interesse dos quatro clubes ela chorou muito e disse: 'Filha, quando você saiu de casa eu olhei para o céu e disse: 'Deus, se for da tua vontade que minha filha seja jogadora de futebol mesmo, que o Senhor abra as portas hoje na vida dela'. Eu até brinquei com ela, dizendo que era para eu ser jogadora mesmo, porque ele abriu quatro (risos) - disse, e completou:

- Depois do projeto que a CBF fez, com a CBF Social, foi a partir deste momento, em que a CBF abriu as portas para mim que, graças a Deus, a minha vida como atleta foi só crescendo e tive a oportunidade de passar por vários clubes do Pará. Então sou muito grata pelo projeto, fico muito feliz por ter participado, por Deus ter aberto portas na minha vida e ter colocado a CBF lá naquele dia - frisou Nayra.

Nayra em sua apresentação no Vasco (Matheus Babo/Vasco)
Nayra em sua apresentação no Vasco (Matheus Babo/Vasco)
Foto: Lance!

Após passar por Iranduba, Remo e Pinheirense, Nayra despertou o interesse do Vasco e desde 2020 defende as cores do clube carioca. Pelo Gigante da Colina, disputou o Campeonato Feminino A-2 e o Campeonato Carioca. Até que chegou a notícia que tanto sonhava, a convocação do técnico Jonas Urias para a Seleção Feminina Sub-20.

- Quando saiu a lista da convocação e vi que meu nome estava lá, não tive nem reação. Minha única reação foi chorar e abraçar as meninas que estavam perto de mim no treino, querer contar para os meus pais, comemorar com eles. Só queria abraçar as pessoas que estiveram do meu lado e chorar, porque foi uma sensação muito incrível. Até hoje, não consigo explicar. Às vezes olho ao redor aqui (na Seleção), e falo: 'Nossa, não acredito que consegui'. É uma grande conquista em minha vida - destacou a jovem.

A atleta, de 18 anos, tem muitas ambições na carreira e busca retribuir a oportunidade que o CBF Social trouxe para a sua carreira. Um de seus objetivos é criar um projeto próprio em benefício das crianças e adolescentes de sua região, em Barcarena (PA). A Pimentinha

- O meu maior sonho é vestir a camisa da Seleção Principal. Mas antes disso, tenho a vontade de montar um projeto onde moro, para dar oportunidades para crianças, adolescentes que têm um sonho, mas não têm ajuda e estrutura. A gente vê muitas pessoas desistindo dos sonhos por isso. Meu sonho era ser jogadora de futebol, se eu não tivesse conseguido, não sei nem o que seria da minha vida. Tem muitos jovens em busca de oportunidade, e eu quero ser essa pessoa, de chegar e falar: 'Esse é o projeto, aqui está sua oportunidade, vou lutar junto com você na busca do seu sonho'. Porque assim como conquistei o meu sonho, quero que mais jovens conquistem também. Então criar esse projeto para realizar sonhos é também meu maior sonho hoje - finalizou.

Lance!
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