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Invencibilidade recorde, mas sem acesso: o que o Náutico de 2021 pode ensinar ao Vasco de 2022

Timbu também chegou a 14 jogos invicto, assim como o Cruz-Maltino, mas acabou ficando longe do acesso. Time de São Januário pode tirar lições da história pernambucana

1 jul 2022 - 08h01
(atualizado às 08h01)
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O Vasco de 2022 repetiu o Náutico de 2021. Alcançou 14 jogos de invencibilidade, recorde na Série B do Campeonato Brasileiro, mas perdeu na partida seguinte. O Timbu era avassalador no início da edição passada da Segunda Divisão, mas, após o fim do período invicto, degringolou numa má fase e passou longe do acesso. O que aconteceu? O que o Cruz-Maltino pode aprender e não repetir?

Nesta Série B, o Vasco venceu o Náutico no primeiro jogo entre as equipes (Foto: Daniel Ramalho / Vasco)
Nesta Série B, o Vasco venceu o Náutico no primeiro jogo entre as equipes (Foto: Daniel Ramalho / Vasco)
Foto: Lance!

Quem acompanha o time pernambucano conta que o elenco foi se desfigurando ao longo da competição. A diretoria do alvirrubro não se antecipou aos problemas físicos e às negociações que resultaram em perdas para o elenco então comandado por Hélio dos Anjos. Os problemas se avolumaram e as derrotas passaram a ser uma rotina.

- Desde o final do Campeonato Pernambucano (que o Náutico conquistou), a cobrança da comissão técnica do Hélio dos Anjos era de que a equipe precisava de reforços. A diretoria demorou, com a justificativa da parte financeira. Contratou alguns jogadores, mas apostas, ninguém para resolver. Nem bons reservas eram - lembra, ao LANCE!, Clauber Santana, do portal NE45 e do Timbucast. Ele completa:

- Além de não ter contratado no período certo, o Náutico começou a perder peças. Primeiro o Erick, que pertencia ao Braga (POR) e foi negociado com o Ceará; Wagner Leonardo voltou para o Santos; começou a perder jogadores por lesão, como Kieza e Bryan. Enfim, foi perdendo jogadores. Isso ainda era julho. Em agosto, contratou o Caio Dantas, mas foi pouco. Nesse mês ainda estava perto do G4. Quando foi setembro que o Náutico acordou e contratou outros, mas o time já estava muito no meio da tabela, já estava difícil de alcançar, e até encaixar novamente não ia ter muito tempo - entende Clauber.

O modelo de jogo e a história das equipes na competição são diferentes. Enquanto o Timbu era dominante - favorito quando encarou o Vasco em São Januário -, o Cruz-Maltino se construiu, ainda com Zé Ricardo, a partir da defesa. Um estilo pragmático, mas efetivo, que vem se consagrando pela consistência coletiva no ataque e na defesa.

- Acredito que esse deve ser o caminho para o Vasco. Não sentar em cima da vantagem, não achar que o elenco é suficiente, que está tudo certo e que os pontos iniciais são suficientes. Se precisar reforçar, tem que reforçar com peças que cheguem para jogar e contribuir efetivamente. Esse foi o grande erro do Náutico. Erro de planejamento da diretoria, que confiou num elenco que foi se despedaçando aos poucos - acredita Clauber.

A janela de transferências abre em duas semanas, aproximadamente. Com ou sem o dinheiro da 777 Partners, mais de um terço da Série B já deu margem para avaliação do departamento de futebol avaliar em que posições precisa ou não investir.

Náutico antes de perder a invencibilidade recorde:

14 jogos, 30 pontos (sete do quinto colocado). Oito vitórias e seis empates. 23 gols marcados e oito sofridos. Primeira posição.

Vasco antes de perder a invencibilidade recorde:

14 jogos, 30 pontos (nove do quinto colocado). Oito vitórias e seis empates. 16 gols marcados e cinco sofridos. Segunda posição.

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