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Sequência de problemas nas costas atrapalha Tiger Woods e Serena Williams

Esportistas consagrados, americanos têm encarado lesões e cirurgias para se recuperarem

16 ago 2019
12h38
atualizado às 14h41
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Campeonato Tempo médio de parada do VAR
Brasileirão 2019 1m50s (110 segundos)
Liga dos Campeões 1m30s (90 segundos)
Copa do Mundo 2018 1m22s (82 segundos)
Copa do Brasil 2018 1m15s (75 segundos)
Sugestão da Fifa 1m15s (75 segundos)

Tiger Woods caminhava com seus parceiros de jogo no Medinah Country Club, quarta-feira, quando soube que Serena Williams havia deixado um torneio em Ohio por causa de espasmos nas costas. Foi a segunda vez em três dias que ela se viu obrigada a abandonar uma competição. A mesma lesão a forçou a se retirar do primeiro set da final da Rogers Cup, em Toronto.

Woods talvez tenha se visto refletido. Ele saiu antes do segundo round da FedEx Cup na semana passada no Liberty National Golf Club, ao estirar um músculo oblíquo que paralisou suas costas já cirurgicamente reparadas. Cinco dias mais tarde, estava se sentindo muito melhor, mas por precaução evitou dar tacadas completas antes do BMW Campionship, que começou nesta quinta-feira.

Woods, de 43 anos, e Williams, de 39, são ambos sul-californianos que moram a 40 quilômetros um do outro no sul da Flórida. As ligações entre eles, porém, têm raízes mais profundas. Ambos são pioneiros, campeões transformadores que, após serem a face de seus respectivos esportes nas últimas duas décadas, hoje lutam em múltiplas frentes - contra a idade, contra lesões antigas e contra adversários mais jovens. Tudo enquanto enfrentam responsabilidades de pais."Foi por isso que nos tornamos tão próximos", disse Woods.

Suas jornadas de crianças-prodígio à paternidade e a ícones tiveram caminhos paralelos. Williams estava grávida de sua filha, Olympia, quando conquistou o título de singles no 23º Grand Slam no Aberto da Austrália, em 2017.

No ano passado, ao voltar a competir após um parto difícil, que teve sérias complicações médicas, ela avançou para a final de Wimbledon em sua quarta participação no torneio. Depois, fez uma segunda final no U.S. Open. Perdeu ambas, mas conquistou a eterna admiração de Woods, que disse:""É inacreditável o que ela fez. Voltar e jogar como jogava, mostrando quão capaz e talentosa ela é".

Woods credita a Williams tê-lo inspirado a voltar após uma cirurgia na coluna vertebral que descreveu como "último recurso". Ele fez um improvável retorno no último verão, terminando em segundo no PGA Championship de 2018 e vencendo o Tour Championship um mês depois, conquistando seu primeiro título desde 2013.

Em abril, Woods venceu o Masters, conquistando seu maior título em 11 anos. Num post, Williams disse que assistiu a Woods "literalmente em lágrimas" e descreveu-o como "grande como nenhum outro". E acrescentou: "Fiquei inspirada. Obrigada, amigo".

Tanto Woods como Williams têm outros interesses com os quais poderiam ocupar alegremente seu tempo. Nenhum dos dois precisa de mais títulos. Woods tem sua fundação e Williams sua grife de moda. Ambos estão entre os atletas mais ricos do mundo.

No entanto, estão em campo, enfrentando dores e derrotas, mas voltando em seguida, como se a próxima prestação da hipoteca dependesse disso.

"Você recebe o que dá", disse o major winner por quatro vezes Rory McIlroy, que conhece bem Woods e acompanhou Williams de perto quando era noivo de uma grande amiga dela, a estrela do tênis Caroline Wozniacki. "Tiger e Serena deram ao povo muita alegria através dos anos, praticando seus esportes da melhor maneira possível. Mas, infelizmente, o tempo pega todos nós."/ TRADUÇÃO DE ROBERTO MUNIZ

Estadão
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