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Nadal recebe prêmio recorde de R$ 15 milhões por conquista no US Open

Espanhol se tornou o primeiro tenista a conquistar cinco títulos de Grand Slam depois dos 30 anos: ele tem 19 na carreira

9 set 2019
11h10
atualizado às 13h28
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Pelo título do US Open neste domingo, o quarto no Grand Slam dos Estados Unidos, o espanhol Rafael Nadal conquistou o prêmio de US$ 3.850.000,00 (cerca de R$ 15,6 milhões). Essa premiação é recorde na história dos Grand Slams. Essa mesma quantia recebeu a canadense Bianca Andreescu por ter conquistado o troféu do torneio feminino de simples do US Open no sábado, quando surpreendeu a norte-americana Serena Williams na decisão. O vice-campeonato valeu US$ 1,9 milhão (aproximadamente R$ 7,7 milhões) a Medvedev, assim como à tenista dos Estados Unidos, que encara uma outra face de sua carreira, a de aprender a perder.

A premiação inédita a Nadal é apenas um detalhe para o supercampeão. O quarto título nos Estados Unidos representa a sua reinvenção - para usar uma palavra da moda. Aos 33 anos, os joelhos do espanhol já não aguentam a intensidade das partidas, principalmente as de quase 5 horas de duração, mas a inteligência tática e a capacidade de mudar o seu jogo permanecem como um dos seus principais diferenciais. Na final diante do russo Medvedev, de 23 anos, Nadal deixou de lado as trocas de bola no fundo da quadra por golpes top spin e bolas altas sem peso.

Após vencer o primeiro set com dificuldade, conseguiu impor seu jogo intenso na quadra dura. O espanhol encurtou os pontos e substituiu a potência nos ralis pela profundidade das aproximações nas subidas à rede. As quase cinco horas de jogo foram uma aula dos dois tenistas de como se adequar durante as partidas de acordo com as características do adversário.

Após a conquista histórica, Rafa assistiu a um vídeo produzido pela organização do US Open com todas as suas 19 conquistas de Grand Slams na carreira. "Estamos ficando velhos (sorrindo). De alguma forma isso é bom. Ver todas as coisas pelas quais passei, poder continuar aqui é muito especial para mim. Passei por alguns momentos difíceis, especialmente fisicamente. As emoções estão lá, todos os momentos que me vieram à mente naquele instante. Sim, tentei segurar a emoção, mas em alguns momentos isso eram impossível", afirmou o espanhol.

Com o título, Rafael Nadal encostou no suíço Roger Federer em número troféus de Grand Slam. Federer tem 20, Nadal agora tem 19. Nadal também fez história pelo fato de ter se tornado o primeiro tenista a conquistar cinco títulos de Grand Slam depois dos 30 anos. Desde que virou um "trintão", ele ganhou por três vezes Roland Garros e por duas o US Open, no qual anteriormente havia triunfado em 2007. Até esta decisão, o atleta de 33 anos estava empatado com Federer, Novak Djokovic, Rod Laver e Ken Rosewall como jogadores que levaram quatro troféus deste quilate depois de ter completado três décadas de vida.

Na atualização do ranking da ATP, nesta segunda-feira, o espanhol diminuiu de 3.740 para 640 a distância para o sérvio Novak Djokovic, atual líder, que caiu nas oitavas de final. Nadal reconheceu as limitações impostas pela idade. "Na minha idade, não posso perder energias tentando ser o número 1", disse o vice-líder da ATP.

A diminuição de 3.100 pontos na lista atualizada aconteceu porque Djokovic não conseguiu defender o título do US Open de 2018 - com dores no ombro ELE desistiu da partida contra o suíço Stan Wawrinka nas oitavas de final - e Nadal teve uma campanha superior comparada à do ano passado, quando caiu nas semifinais para o argentino Juan Martín del Potro.

Medvedev fica perto de feito

O russo Medvedev jogou neste domingo a sua primeira final de Grand Slam na carreira e chegou a sonhar com um feito histórico ao levar a partida contra Nadal para o quinto set. Caso surpreendesse o espanhol, ele seria o terceiro tenista russo a conquistar um título deste nível em todos os tempos no tênis.

Os únicos jogadores do seu país que triunfaram em eventos de Grand Slam até hoje foram Marat Safin, que ganhou o US Open em 2000 e o Aberto da Austrália em 2005, e Yevgeny Kafelnikov, que também faturou a competição australiana, em 1999, e Roland Garros, em 1996.

Na cerimônia de premiação da final, o russo pediu desculpas por suas atitudes polêmicas ao longo de sua campanha em Nova York, onde chegou a provocar os torcedores por mais de uma vez e foi punido pela organização por fazer gestos obscenos em direção à arquibancada após ser vaiado por desrespeitar um boleiro na partida contra o espanhol Feliciano López, pela terceira rodada. Ao todo, por causa de suas atitudes, contabilizou um total de US$ 19 mil (cerca de R$ 77 mil) em multas.

"Por causa do público, eu estava lutando como o inferno", ressaltou. "No terceiro set, na minha cabeça, já estava pensando no que dizer no meu discurso (após o jogo). Estava lutando e não desisti, mas, infelizmente, não consegui vencer", reforçou.

Estadão
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