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Luisa Stefani e Laura Pigossi acreditam no crescimento do tênis e querem o ouro em Paris

8 dez 2021 08h18
| atualizado às 10h15
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Nesta terça-feira, Luisa Stefani e Laura Pigossi foram homenageadas no Prêmio Brasil Olímpico 2021 como melhores tenistas do país neste ano, após a inédita conquista do bronze em Tóquio. Agora, as atletas acompanham de perto o impacto que o resultado histórico tem na modalidade.

A dupla acredita que a medalha conquistada nas Olimpíadas pode despertar o interesse de jovens por todo o país, incentivando a prática do tênis e, consequentemente, colaborando para o crescimento da modalidade.

"Vejo de forma positiva, o que mais falta mesmo é visibilidade. Eu espero que a medalha que a gente conquistou mude isso, temos visto desde as Olimpíadas uma pequena mudança. Antes, duplas femininas nunca passavam, agora tem mais visibilidade. Acho que isso é muito bom para a nova geração, que vê que é possível, vê como é o tênis lá fora. Isso abre muito a cabeça delas", disse Laura em entrevista à Gazeta Esportiva.

"Um dos sentimentos mais especiais depois de conseguir a medalha é ver que todos os sacrifícios que eu e minha família passamos valeram a pena. Acreditar, sempre acreditava, mas é tão longe que parecia que não seria real. Depois da nossa medalha, tenho certeza que muitas meninas estarão motivadas a seguir seus sonhos, acreditando que é possível, tomando as decisões certas e sabendo que, se tomarem as erradas, passarão por fases difíceis também. No final, tudo vai valer a pena", afirmou Luisa.

Laura vai direto ao ponto ao ser perguntada sobre o grande objetivo para o próximo ciclo olímpico: quer subir ao lugar mais alto do pódio.

"Resta a medalha de ouro. A gente saiu daquela disputa com um gostinho amargo. Uma vez que a gente viu que pode, é um sonho super viável. Com essa medalha, é só acreditar. Fora das Olimpíadas, a meta é entrar no top 100 de simples e dupla, além de jogar todas as chaves dos Grand Slams", projetou a tenista.

Como os Jogos de Tóquio não foram realizados em 2020, o próximo ciclo olímpico será menor, com um ano a menos de duração. Na visão de Luisa, a singularidade do calendário é benéfica.

"Totalmente positivo. As Olimpíadas estão mais perto, não tem nada de ruim nisso. Não vejo a hora de voltar para a próxima, acho que é um dos grandes objetivos agora. Qualificar para Paris em 2024 não é uma meta fácil. Não é porque ganhamos uma medalha que contaremos sempre com isso, temos que colocar os pés no chão e a cabeça no pescoço, continuando a trabalhar e focando nos nossos próprios objetivos fora do ciclo olímpico, mas sempre com Paris em mente. Voltar com ainda mais garra e vontade de ter outra experiência olímpica incrível", finalizou a medalhista.

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