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Feliz por comparação com Guga, Melo quer jogar, no mínimo, até os 40

7 dez 2017
08h07
atualizado às 08h07
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Marcelo Melo teve a melhor temporada de sua carreira em 2017, ano em que venceu três Masters 1000 e Wimbledon. Com isso, o tenista mineiro, que é o brasileiro com mais títulos conquistados (28, sendo oito Masters e dois Grand Slams), passou a ser comparado com grandes nomes do tênis do Brasil, como Maria Esther Bueno e Gustavo Kuerten, o Guga.

"Fico feliz por poder ser comparado com grandes nomes como Maria Esther e Guga. Ser comparado com eles, é um grande feito para mim. Estou muito contente por ter conquistado tantas coisas e ser número 1 (do ranking de duplas da ATP)", afirmou o tenista de 34 anos antes de ressaltar que seus triunfos não são menos importantes por ele ser duplista.

"Acho importante frisar isso. O Guga fez tudo o que fez na simples. Mas, no final das contas, mais do que diferenciar simples da dupla, é saber que somos todos tenistas. Cada conquista tem certa relevância apesar dos pesos e, para mim, é muito especial ser comparado a eles.

(Dupla) é um pouco diferente, mas é tudo tenista. Acredito que tudo é consequência dos treinos e torneios".

Estando em seu auge, Marcelo Melo ainda destacou que planeja jogar o máximo que ele puder, tendo como meta chegar aos 40 anos ainda nas quadras. "Espero jogar o máximo que eu posso. A gente não sabe o futuro, se vou cansar do tênis, mas eu acho que não porque sou apaixonado pelo esporte. Espero estar jogando no mínimo até os 40 anos e aí eu estaria feliz", declarou o principal nome do tênis brasileiro.

O tenista natural de Belo Horizonte ainda reconheceu que as pessoas estão acompanhando mais a modalidade após seu bom desempenho, assim como o de Bruno Soares na dupla. Além disso, ele ressaltou que os Jogos Olímpicos e a conquista de Wimbledon ajudaram o tênis e ele a serem mais conhecidos por causa da importância do torneio em solo inglês e pelo fato do Rio2016 ter "atingido públicos diferentes".

Quando questionado sobre a possibilidade de participar do ATP 500 do Rio de Janeiro, que será realizado no final de fevereiro, Marcelo Melo não garantiu que virá ao Brasil assim como em 2017. Ele cita o número de viagens como o principal motivo para não ter definido se participará ou não da competição

"É difícil por causa das viagens. Esse ano eu até joguei (o Aberto do Rio de Janeiro) com o Lukasz (Kubot). Cada jogador tem uma dependência maior de treinamento e adaptação de viagem. Jogar Roterdã, Rio e Acapulco com intervalo curto e dez horas de avião dificulta a recuperação do jogador. Então, por isso, a gente não estipula muito tempo antes (os torneios que disputaremos), porque depende dos resultados que vamos ter e do fato de podermos abdicar de um torneio ou não", declarou o número 1 do ranking da ATP, que confirmou que irá disputar o ATP 250 de Sidney, o Aberto da Austrália e p ATP 500 de Roterdã.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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