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"Eu fiz o que era possível para me manter em quadra", afirma Anderson

14 jul 2018
08h58
atualizado às 08h58
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Principal tenista africano e um dos melhores do mundo nas últimas temporadas, Kevin Anderson marcou mais um grande feito no tênis nesta sexta-feira. O sul-africano venceu o confronto diante de John Isner, uma das semifinais de Wimbledon deste ano que ficou marcado para a história como o terceiro jogo mais longo na Era Aberta em simples. Para o gigante de 2,03m, o mais importante era se manter focado até o fim da partida.

"Quando eu estava no quinto set, depois de ficar em quadra por mais de seis horas, foi muito difícil para o corpo. Você apenas tem que tentar continuar e se manter focado. Eu tentei o máximo que pude para continuar lutando. Eu me orgulho muito disso, isso eu afirmo. Felizmente, consegui encontrar um caminho no fim e vencer esse jogo histórico, destacou Anderson após o fim do duelo diante de John Isner.

"Tive algumas chances no terceiro set, quando saquei para fechar. E mesmo no tie-break,  logo depois, eu tive um set point e fiz uma dupla falta. Depois, ele jogou ótimos pontos e dificultou a situação para mim. Acho que uma das razões para a dupla falta foi que eu senti que ele estava sendo muito agressivo no meu saque, já tentava se impor durante a devolução, e isso me forçou a arriscar mais", continuou o finalista de Wimbledon.

O sul-africano também aproveitou para exaltar a grande performance de Isner, que vencia a partida por 2 sets a 1 e tomou a virada. "Esse confronto foi muito além de uma partida normal de tênis. Obviamente, estou em êxtase por estar na grande decisão, ao mesmo tempo em que você acho que deveria haver um empate. Eu sinto muito pelo John, porque não é fácil perder um duelo assim, independentemente do resultado, neste tipo de cenário, ainda mais em uma semifinal em Wimbledon".

Além de chegar pela primeira vez na final de Wimbledon e estar a uma vitória do seu maior feito na carreira, Anderson tem muito mais a comemorar, já que, mesmo se não vencer a grande decisão, entrará no Top-5 do ranking mundial pela primeira vez e ganha ainda mais confiança para os torneios de preparação do Us Open, como os Masters 1000 do Canadá e de Cincinnati.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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