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Estrela do US Open, Medvedev concilia bons resultados com polêmicas

Aos 23 anos, russo número cinco do mundo já jogou moedas na direção de uma árbitra e precisou ser contido para não agredir um rival

28 ago 2019
07h44
atualizado às 08h11
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Estrela em ascensão no tênis masculino, o russo Daniil Medvedev volta à quadra do US Open nesta quarta-feira para enfrentar o boliviano Hugo Dellien pela segunda rodada. O atual número cinco do mundo vem brilhando no circuito nas últimas semanas. Mas os bons resultados do presente contrastam com as polêmicas do passado, em seu início de trajetória no profissional.

O episódio mais controverso vivido pelo tenista de 23 anos aconteceu justamente num Grand Slam. Logo no torneio mais tradicional e conservador do circuito, ele ofendeu a árbitra portuguesa Mariana Alves e jogou moedas em sua direção após ser eliminado pelo belga Ruben Bemelmans na segunda rodada de Wimbledon, há dois anos.

Além da multa de quase US$ 15 mil (cerca de R$ 62 mil), ele ganhou uma precoce fama de "bad boy", o que viria a crescer em março do ano seguinte. Foi quando partiu para cima do grego Stefanos Tsitsipas ao fim de uma partida em que levou a melhor no Masters 1000 de Miami, nos Estados Unidos. Medvedev precisou ser contido pelo árbitro ao alegar que havia sido ofendido pelo rival ao fim do jogo.

"Na vida real, eu sou muito calmo. Dentro de quadra, posso ser um pouco cabeça quente, principalmente quando acontecem, na minha opinião, e mesmo que não seja verdade, injustiças. Quando você está dentro de quadra, há muita adrenalina", comentou o tenista, ao jornal britânico The Telegraph.

Na mesma entrevista, disse ter se arrependido do episódio das moedas em Wimbledon. "Não fiquei feliz com aquilo que fiz em Wimbledon. E peço desculpas pelo que fiz", declarou o russo, sem amenizar o entrevero com Tsitsipas, outra referência da nova geração. "Acho que a culpa foi totalmente dele."

Mais calmo neste ano, Medvedev vem fazendo a melhor temporada de sua carreira. Ele alcançou a melhor posição de sua carreira, o atual 5º posto do ranking, ao derrubar o sérvio Novak Djokovic na semifinal do Masters de Cincinnati, há duas semanas. O triunfo de virada abriu caminho para seu 1º título de nível Masters 1000, maior conquista de sua carreira até agora.

"Estou no meu melhor nível e posso ganhar de qualquer um", afirma Medvedev, que pode reencontrar o número 1 do mundo nas quartas no US Open. Ele já soma dois troféus no ano e é o tenista que mais venceu partidas em 2019: 45. Embalado na quadra dura, vem de três finais consecutivas, com o vice no Masters de Montreal e no Torneio de Washington.

O grande triunfo sobre Djokovic e as demais 44 vitórias no ano se devem a uma mistura de bons fundamentos, forte preparo físico e flexibilidade em quadra. Estas duas últimas características permitem ao jovem russo percorrer com facilidade todos os cantos da quadra, tornando-se uma barreira quase intransponível para os seus rivais.

O tenista de 1,98m de altura ainda busca um grande resultado num Grand Slam. Até agora sua melhor campanha aconteceu no Aberto da Austrália deste ano, quando avançou até as oitavas de final. O US Open conta com piso semelhante ao torneio disputado em Melbourne, o que elevou as expectativas sobre o desempenho do russo em Nova York.

Estadão
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