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Em ótimo momento na carreira, Bia Maia destaca: "Estou no caminho certo"

11 out 2017
11h21
atualizado às 11h21
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O ano de 2017 tem sido especial para a tenista Bia Haddad Maia. Com apenas 21 anos, a paulista é a atual líder do ranking brasileiro de tênis e alcançou a posição de número 58 do mundo, sua melhor marca na carreira. Além disso, chegou à sua primeira final em um torneio da WTA, na Coreia do Sul, há poucas semanas. "É um sentimento bom, venho trabalhando duro dia a dia para evoluir sempre. Ter semanas assim são legais, porque mostram que estou no caminho certo", comentou em entrevista à Gazeta Esportiva.

Apesar da excelente temporada, o ano da brasileira não começou tão bem. Ela sofreu uma queda em casa em dezembro de 2016, dias antes de viajar para o primeiro torneio da temporada, na China. O diagnóstico foi fratura de três vértebras, o que resultou na utilização de uma cinta por dez dias e repouso absoluto para se recuperar. Apesar de um momento complicado, Bia disse ter usado o ocorrido como aprendizado e destacou o trabalho com o técnico argentino Germain Gaich.

"Foi um susto no começo do ano, mas fiquei tranquila, todos da minha equipe estavam comigo, minha família e meus amigos…. Acredito que esses momentos são importantes para aprender bastante e eu consegui evoluir a cada dia, voltei a jogar os torneios. Claro que não é fácil, mas treinei duro, fiquei focada no que eu tinha que fazer a cada momento e as coisas foram acontecendo. O trabalho com o German me acrescentou muita coisa também e foi tudo se encaixando aos poucos", analisou a atleta.

Em pouco tempo, a paulista recuperou o ritmo e pôde vivenciar um momento especial em sua carreira: jogar um Grand Slam pela primeira vez. "Foi legal! A primeira chave foi Roland Garros e dá um gostinho diferente. Mas joguei como se fosse mais um torneio, mais um jogo e me mantive focada para fazer meu melhor", contou a canhota, que na sequência jogou também Wimbledon.

Com essa ascensão, Bia começa a escrever seu nome na história do tênis brasileiro. Ela se tornou a primeira tenista do país desde 1983 a chegar à final de um WTA fora do Saibro, e foi a primeira brasileira a vencer uma partida em Wimbledon desde 1989.

Apesar de feliz com os feitos, a paulista se mostra bastante "pé no chão" e focada em sempre evoluir: "É legal fazer parte da história, fico feliz, claro. Mas sempre foco em melhorar e conseguir me superar para evoluir sempre, sem se preocupar muito com essas coisas externas. Mas fico feliz em poder representar sempre meu país".

Sobre os maiores desafios enfrentados no circuito, a tenista destacou a manutenção do corpo saudável e o calendário cheio: "Eu trabalho muito minhas pernas e foco muito no meu corpo também, para estar saudável durante todo o ano… Acredito que hoje esse seja o foco, inclusive da maioria, porque o circuito é bem puxado".

Perguntada quanto ao aumento da sua fama e reconhecimento, Bia brincou com seu tamanho e ressaltou o sentimento de ser exemplo para as outras pessoas: "O reconhecimento no Brasil com certeza é maior, até porque sou baixinha (1m85) e quase não chamo atenção! Brincadeira…. É legal! Eu quando era pequena tinha alguns ídolos e hoje ser exemplo para crianças é muito importante para me motivar também".

A brasileira traçou ainda os objetivos até o fim do ano: "Estar saudável 100%, como estive durante o ano, e focar na pré-temporada, ajustar tudo para começar o ano bem na Austrália.

Por fim, Bia revelou que seus maiores sonhos são ser número um do mundo e ganhar um Grand Slam, fato que não acontece desde que Maria Esther Bueno venceu Wimbledon, em 1966.

*Especial para a Gazeta Esportiva

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