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Djokovic sonha com liderança do ranking mundial após título do US Open

12 set 2018
11h23
atualizado às 11h34
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Depois de um período sem conseguir resultados expressivos e com poucos momentos de brilho, Novak Djokovic voltou a jogar no mais alto nível, conquistando o título de Wimbledon e do US Open. Com isso, o sérvio pretende manter a excelente fase e não cogita mudar o foco, mesmo com tantas conquistas e troféus, já que uma das metas futuras é voltar a ser o número um do mundo.

"Não me importaria de ser número 1 do mundo novamente. A verdade é que eu estaria mentindo se falasse para as pessoas que não é uma meta para mim depois de ganhar os Grand Slam (Wimbledon e US Open). Vou tentar colocar em risco a posição de Nadal até o fim da temporada, para que fique um pouco menos difícil tirar ele da primeira posição", destacou Djokovic em entrevista ao Sport Klub.

O tenista sérvio também comentou sobre a decisão do Aberto dos Estados Unidos diante do argentino Juan Martin Del Potro. "Só o segundo set durou cerca de 95 minutos e a partida toda durou mais de três horas. Alguns dias antes, percebi que as minhas chances aumentariam se os pontos fossem mais longos, com poucos pontos curtos, já que isso iria dificultar seu estilo de jogo, iria fazer com ele se movimentasse mais".

"No segundo set eu cometi vários erros táticos, passei a jogar muito no forehand dele e permiti que ele voltasse para a partida. O 4/3 foi um dos games mais longos da minha carreira (20 minutos) e quando salvei meu saque evitei um grande problema, pois ali a final poderia ter sido diferente. Quando eu ganhei a segunda parcial, senti que o título estava mais próximo", finalizou Nole.

O que Djokovic precisa fazer para ser o número um? 

Atualmente, Djokovic tem 6.445 pontos, enquanto que Nadal domina o ranking mundial com impressionantes 8.760 pontos. Mesmo com mais de 2 mil pontos de diferença, o sérvio pode ficar muito perto do Touro Miúra já nos próximos meses, mesmo não tendo mais nenhum torneio Grand Slam até o fim desta temporada.

No começo de outubro, acontecerá o Masters 1000 de Xangai, um ótima oportunidade para Nole subir no ranking, podendo até voltar à vice-liderança. Isso porque, no ano passado, Roger Federer, atual segundo colocado com 6.900 pontos, foi o grande campeão, e Nadal terminou com a segunda posição. Caso os dois não consigam um resultado positivo no torneio chinês, o sérvio pode ganhar pontos preciosos já que não disputou a competição em 2017.

Mesmo com Federer não tendo jogado o Masters 1000 de Paris no ano passado e Nadal ter desistido antes das quartas de final, o último torneio deste nível da temporada também pode ser importante para Djokovic, que também não atuou em 2017. Mas o grande foco de Nole tem que ser o ATP Finals, torneio que reúne os oito melhores tenistas do ano e que rende 1.500 pontos ao campeão.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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