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Surfista Filipe Toledo sonha com a conquista da Tríplice Coroa Havaiana

Atleta brasileiro disputa etapa que começa neste domingo e se prepara para a disputa do Pipe Masters, em dezembro

24 nov 2018
13h11
atualizado às 19h11
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Os amantes do surfe estarão de olho no Havaí a partir deste domingo. A decisão do Circuito Mundial feminino, com a realização do Beachwaver Maui Pro, última etapa da temporada, será em Maui enquanto a segunda perna da Tríplice Coroa começará em Sunset Beach com a disputa do Vans World Cup. E é possível que na segunda-feira seja realizado o Jaws Challenge, do Circuito Mundial de Ondas Grandes. A previsão de ondas é muito boa para o período.

O Vans World Cup terá a presença de muitos brasileiros e será a última oportunidade de alguns para carimbar a vaga na elite no próximo anos. Estão nessa missão surfistas como Jadson André, Mateus Herdy, Alejo Muniz e Miguel Pupo, entre outros. O campeão fatura 10 mil pontos no ranking da divisão de acesso.

Para além da pontuação, a etapa vale pontos para a corrida da Tríplice Coroa Havaiana, um dos títulos mais emblemáticos da modalidade. E quem está de olho nisso é Filipe Toledo, brasileiro que ficou na nona posição na primeira perna, em Haleiwa, e vai com tudo para tentar melhorar sua pontuação.

Mesmo disputando o título mundial a partir do dia 8, em Pipeline, ele prefere competir a se poupar esperando o grande evento do final de temporada. "Na verdade estou cumprindo uma obrigação da WSL, mas confesso que o ano passado se eu tivesse me inscrito em Sunset teria boas chances na Tríplice Coroa", disse, em entrevista ao Estado.

Filipinho tem esperanças de conquistar o prestigioso título. "As chances de ganhar a Tríplice Coroa existem, mas depende de alguns resultados, ainda mais porque comecei com um 9º lugar na primeira etapa, então fica mais difícil... Mas só está começando e quem sabe as coisas não mudam de figura", afirmou, esperançoso.

Na corrida para o título mundial, Filipinho está empatado com Julian Wilson e ambos estão atrás de Gabriel Medina, favorito a vencer. O garoto de Ubatuba, que atualmente está morando na Califórnia, tem aproveitado para treinar e ficar ao lado da família no Havaí. Ele sabe que o sucesso dos brasileiros tem chamado a atenção dos havaianos. "Eles não falam diretamente isso, mas de uma forma geral, as pessoas sempre comentam que nosso esquadrão vem incomodando o Circuito ano após ano."

Para ser campeão do mundo, Filipinho necessita no mínimo chegar à final do Pipe Masters. Sabe que é difícil, mas está se preparando para birlhar. "Cheguei para correr Haleiwa, no início de novembro, e estou tentando aproveitar as boas ondas do inverno havaiano este ano. As pessoas pensam que é todo dia que dá onda em Pipeline, mas não funciona assim. Depende muito das condições de ondulação, vento, etc, então não tem como treinar todo dia lá. Mas sempre que tem umas ondas, vamos lá treinar", explicou.

Enquanto muitos tentam o passaporte para a elite no próximo ano em Oahu, em Maui, outra ilha havaiana, as mulheres decidem o título mundial. O favoritismo é total para a australiana Stephanie Gilmore, que só correrá riscos se parar nas quartas de final e a norte-americana Lakey Peterson vencer a etapa - neste caso, haverá o surf off, uma bateria entre as duas para decidir a campeã. Gilmore busca seu sétimo título mundial.

Estadão
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