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Veja os problemas de Jardine para escalar o São Paulo na quarta

Suspensão, lesões e dúvidas táticas fazem da formação contra o Talleres um grande mistério

11 fev 2019
11h10
atualizado às 11h10
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O técnico André Jardine tem diversos problemas para decidir qual São Paulo vai mandar a campo nesta quarta-feira, contra o Talleres-ARG, às 21h30, no Morumbi, pelo jogo de volta da segunda fase da Libertadores. Em suma, há muito mais dúvidas do que certezas, o que torna a escalação um grande exercício de adivinhação.

Derrotado por 2 a 0 na Argentina, o clube do Morumbi precisa, no mínimo, devolver o placar para levar a disputa às penalidades. Classificação direta, só com vitória por três gols de vantagem.

Confira os quebra-cabeças a serem solucionados por Jardine:

Muitos volantes, poucos à disposição

Começando pela única certeza: a suspensão de Hudson obrigará o treinador a escolher outro volante. Em tese, se ele mantiver o esquema tático com dois homens de contenção no meio-campo, ele conta com cinco opções no elenco: Jucilei, Willian Farias, Araruna, Liziero e Luan.

Porém, aí começam as preocupações por conta de lesões. Liziero, com entorse no tornozelo direito sofrida na derrota para o Guarani, no último dia 31, dificilmente vai se recuperar até o dia do jogo. Jucilei havia sofrido um trauma no pé direito no mesmo jogo, mas conseguiu ir a campo na Argentina e participou o tempo todo da derrota por 2 a 0. Já no último sábado, estava relacionado para enfrentar a Ponte Preta, mas não ficou sequer no banco devido a um "desconforto muscular", informou o clube.

Por outro lado, Willian Farias e Araruna não inspiram muita confiança. O primeiro entrou no segundo tempo contra o Talleres e, minutos depois, saiu o segundo gol, nascido de jogada pelo meio, onde ele deveria estar fechando espaços. O segundo foi titular diante da Ponte. Começou como lateral improvisado, mas depois passou para o meio, sua posição de origem. Apagado nas duas funções, acabou substituído na etapa final.

Luan é esperado para voltar nesta segunda ao Brasil, depois de ter defendido a seleção brasileira sub-20 no Sul-Americano da categoria, encerrado neste domingo, no Chile. Até por conta do período servindo o time canarinho, ele ainda não jogou pelo São Paulo no ano.

Quem cria no setor ofensivo?

Se a defesa tem cometido vacilos imperdoáveis, como o que resultou no gol da Ponte Preta, no sábado, o ataque não vem funcionando. Jardine já testou Hernanes como meia de armação e segundo volante. Não funcionou. Já pôs Nenê no meio e aberto pela ponta, a exemplo do primeiro confronto diante do Talleres. Não deu certo. Everton é voluntarioso, mas também vem devendo na sua principal missão: municiar os centroavantes.

Quem sai do banco também não resolve. Gonzalo Carneiro, Diego Souza, Helinho... No papel, opção é o que não falta. Na prática, porém, ninguém tem enchido os olhos da torcida. As alternativas podem ser Antony e Biro Biro, que tiveram suas primeiras oportunidades no último sábado. O garoto, recém-campeão da Copinha, foi um dos poucos a se salvar no fiasco no Moisés Lucarelli. O reforço vindo do futebol chinês ainda é uma incógnita.

Estadão
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