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Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São Paulo

Troca, empréstimo e metas: entenda a negociação por Everton Felipe

10 ago 2018
08h01
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O São Paulo teve de se esforçar ao máximo para vencer a forte concorrência por Everton Felipe e anunciá-lo como novo reforço do clube na última quinta-feira. Satisfeita com todos os recursos utilizados para contar com o jovem atacante de 21 anos, a diretoria tricolor revelou os detalhes da negociação com o Sport, que fez jogo duro para liberar um de seus atletas mais promissores nos últimos anos.

Everton Felipe inicialmente chega ao São Paulo por empréstimo até o final de 2019. Neste período, o jogador precisará atingir algumas metas esportivas previstas em contrato para que o Tricolor tenha a obrigação de comprá-lo. Contudo, a chance de a aquisição do atleta não acontecer é praticamente inexistente, uma vez que os objetivos impostos a ele não são tão difíceis de serem atingidos.

No total, o São Paulo desembolsará R$ 6 milhões por Everton Felipe divididos em duas parcelas. A primeira servirá como uma espécie de pagamento pelo empréstimo do jogador, enquanto a segunda será paga quando o Tricolor comprá-lo em definitivo, o que não necessariamente precisa acontecer somente no final de 2019, mas, sim, quando o atacante de 21 anos atingir todas as metas previstas no contrato.

Em contrapartida, o Sport contará com Morato até o final da temporada. O atacante, que teve sua trajetória no São Paulo atrapalhada por lesões, aproveitará o período em Recife para tentar ganhar mais minutos em campo e, quem sabe, convencer o Tricolor de que vale a pena investir em seu futebol, uma vez que o clube do Morumbi segue com a opção de compra do atleta, que pertence ao Ituano.

Essa não é a primeira vez que o São Paulo engloba metas esportivas em suas negociações. Com o goleiro Jean, primeiro atleta contratado pelo clube para esta temporada, foi parecido. O Tricolor separou R$ 10 milhões para fechar com o arqueiro, porém, desembolsou inicialmente R$ 6 milhões por 75% de seus direitos econômicos. Os outros 25%, ao custo de R$ 4 milhões, só deverão ser pagos caso o atleta seja titular em 60% das partidas da equipe entre janeiro de 2018 e junho de 2019, o que dificilmente acontecerá.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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