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Tendo de conviver com sucessivas lesões, Crespo avisa: "Jogadores não são robôs"

29 jul 2021 01h07
| atualizado às 01h31
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O técnico Hernán Crespo teve mais uma baixa nesta quarta-feira, contra o Vasco, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. Arboleda sentiu a região posterior da coxa direita no fim do primeiro tempo e teve de ser substituído por Bruno Alves, se juntando a uma extensa lista de atletas que se tornaram desfalque recentemente.

O treinador do São Paulo sabe que o que vem ocorrendo no clube não é normal. Em meio a tantas lesões, Crespo adota um discurso sereno para poder contornar a situação bastante incômoda, consequência do apertado calendário do futebol brasileiro.

"O calendário é muito apertado. A sucessão de jogos… os jogadores não são robôs. Vamos completar um ano sem descanso, falei com eles, haverá um ano e meio sem descanso. Ao mesmo tempo queremos ser competitivos, somos um dos poucos times que estão lutando em três competições diferentes. Temos que continuar", disse Crespo.

O técnico tricolor sabe que só terá um pouco mais de tempo para poder trabalhar com sua equipe e descansar seus jogadores quando o São Paulo for eliminado de alguma das competições que disputa nesta temporada. Enquanto isso, o desafio de ser competitivo em todas as frentes, mesmo com uma série de ausências, continua.

"Em algum momento vai acontecer que podemos acabar eliminados da Copa do Brasil ou da Libertadores, aí teremos mais tempo para descansar e trabalhar, permitir ao corpo dos atletas descansar um pouco para chegar melhor aos jogos do Brasileirão. Enquanto continuarmos a competir em três frentes, vai ser sempre assim", prosseguiu.

Nesta quarta-feira, o São Paulo foi a campo com algumas novidades. Orejuela substituiu Igor Vinícius na lateral direita, Reinaldo voltou à lateral esquerda, enquanto Igor Gomes e Rodrigo Nestor foram titulares no meio-campo, além de Pablo no ataque. Mas, as escolhas não se limitaram a preferências técnicas.

"Montamos nossa escalação com muitos dados, não só por capacidade técnica. Levamos em consideração a recuperação dos atletas, lesões, possíveis lesões. É um trabalho que vai muito além do que pensar quem é o melhor em cada posição. Acredito que, se tenho que pensar no trabalho que estamos fazendo, então se tivéssemos alguns pontos a mais no Brasileirão, seria um ano perfeito até aqui", concluiu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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