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"Se eu ficar aqui 8 meses, o time vai jogar melhor que o Flu", diz Fernando Diniz

1 dez 2019
22h31
atualizado em 5/12/2019 às 17h47
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Fernando Diniz foi bastante enfático após a derrota do São Paulo para o Grêmio por 3 a 0, neste domingo, em Porto Alegre. Passada a partida, o comandante tricolor concedeu entrevista coletiva e mostrou confiança no seu trabalho, apesar da notável oscilação do time desde sua chegada, problema herdado do seu antecessor, Cuca.

"Eu acho que o São Paulo tem a minha cara em muitos jogos, se você relativizar o tempo em que estou no São Paulo. Se eu ficar aqui oito meses, é um time que vai jogar melhor do que o Fluminense no sentido tático, isso é seguro", afirmou Fernando Diniz ao ser questionado sobre a diferença de desempenho de sua antiga equipe para a atual, embora as performances do Fluminense quando era dirigido pelo treinador não eram acompanhadas de bons resultados.

Apesar de ter enfatizado a importância de ter tempo para trabalhar, Fernando Diniz reconhece que há uma grande pressão sobre o elenco para assegurar a tão sonhada classificação direta à fase de grupos da Libertadores. Apesar da elástica derrota para o Grêmio, o São Paulo segue dependendo de si mesmo para alcançar o objetivo, mas é preciso apresentar mais solidez.

"A pressão em um time como o São Paulo ela existe em outros grandes clubes também, pelo tamanho que é e pelo número de torcedores que tem, mas acho que o time absorve bem esse tipo de pressão. Não jogamos tão bem, não tivemos tanta produtividade, no melhor momento nosso tomamos o gol, mais dois na sequência, e ficou muito difícil. Mas, em um time como o São Paulo, quase sempre tem pressão. Há uma torcida e um clube apaixonados pela Libertadores, então tudo isso gera uma pressão. Temos uma decisão na quarta-feira contra o Inter", prosseguiu.

Com contrato sem prazo de validade e sem multa rescisória, Fernando Diniz pode se despedir do São Paulo sem grandes obstáculos, mas o próprio treinador garante que não vem sentindo o baque da insatisfação de parte da torcida e também de conselheiros do clube. O foco, pelo menos por enquanto, está em evitar o fantasma da Pré-Libertadores.

"Não tem pressão sobre o meu trabalho, a pressão é sobre fazer o São Paulo conseguir os resultados para se classificar diretamente à fase de grupos da Libertadores. Eu trabalho com profundidade e internamente. Eles estão se empenhando, temos oscilado no campeonato. O que a gente tem que fazer é conseguir repetir boas partidas", concluiu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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