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Pressionado, Raí busca sucesso de Juninho como dirigente

24 mar 2019
07h04
atualizado às 07h04
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O duelo entre São Paulo e Ituano, marcado para as 16 horas (de Brasília) deste domingo, no Morumbi, coloca dois velhos conhecidos em lados opostos nas quartas de final do Campeonato Paulista. Em sua segunda temporada como executivo de futebol do Tricolor, Raí tenta se consolidar na nova carreira, a exemplo do que fez Juninho Paulista, há quase dez anos como gestor bem-sucedido do Galo de Itu.

Multicampeões pelo São Paulo, eles vivem momentos absolutamente distintos como dirigentes. Enquanto Raí é alvo de severas críticas por parte da torcida - algo pouco comum nos tempos de jogador -, Juninho desfruta de paz em um trabalho de longa data no clube do interior.

A pressão sobre o Terror do Morumbi se deve desde a troca de técnicos a cinco rodadas do fim do Campeonato Brasileiro do ano passado à maneira como foi montado o elenco de 2019. Em 16 jogos na temporada, o São Paulo conquistou apenas quatro vitórias, perdeu todos os clássicos do Paulistão e foi eliminado de forma precoce na Copa Libertadores.

Não bastassem os maus resultados da equipe, o dirigente ainda tem de lidar com problemas extracampo. Casos do goleiro Jean e do atacante Gonzalo Carneiro, que se rebelaram contra a comissão técnica neste ano. Em meio ao caos, Raí confia na classificação do São Paulo e em uma sequência de temporada mais tranquila para quem sabe conquistar seu primeiro troféu como diretor.

"A gente cobra, estamos trabalhando com bastante afinco. Sabíamos que teríamos dificuldade nessa fase de transição, que vai acontecer daqui para o final do ano. Agora é uma outra fase. Não fizemos uma boa primeira parte do campeonato, reconhecemos isso. Vamos seguir melhorando e preparando o time para o resto da temporada", disse Raí.

Desde junho de 2009 como gestor do Ituano, Juninho Paulista sabe do momento delicado pelo qual passa o São Paulo. E, levando consigo a experiência de um pentacampeão mundial, refuta o favoritismo colocado sobre o Galo de Itu, que terminou a fase de grupos com dois pontos a mais que o São Paulo.

"Independentemente do momento, o São Paulo é uma equipe grande, gigante, com excelentes jogadores. Nesse confronto o favoritismo continua sendo do São Paulo independente da circunstância. O Ituano tem que manter os pés no chão e jogar da forma como estamos jogando. Se o momento deles é de falta de tranquilidade, temos que saber aproveitar isso", disse o ex-meia.

A ideia é manter a cautela para repetir o feito de cinco anos atrás, quando o Ituano desbancou os grandes do estado ao superar Palmeiras e Santos no mata-mata da campanha do bicampeonato paulista.

"Temos que ir passo a passo. Em 2014 fomos passo a passo, fizemos grandes jogos. Agora é foco no São Paulo e temos que saber que os detalhes são fundamentais. Claro que o sonhar é importante, mas vamos degrau por degrau", pregou Juninho.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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