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'Não estou preocupado em ter paz agora', diz Fernando Diniz após vexame do São Paulo

Treinador lamentou a eliminação para o Mirassol e admitiu que a equipe caiu de rendimento

29 jul 2020
21h47
atualizado às 23h35
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O técnico Fernando Diniz afirmou que o São Paulo foi "penalizado" na derrota por 3 a 2 para o Mirassol, pelas quartas de final do Campeonato Paulista. Após a eliminação no Morumbi, o treinador foi questionado sobre a pressão gerada pelo vexame e disse não estar "preocupado em ter paz". O São Paulo terá pela frente a retomada do Campeonato Brasileiro no dia 9 de agosto e da Libertadores da América em setembro.

"Não estou preocupado em ter paz. Tem que trabalhar, saber sofrer com a derrota e absorver o que vier pela frente. Já aconteceu. É procurar dar a volta por cima e não ficar lamentando", afirmou Diniz. "A repercussão é péssima, não tenho muito o que dizer sobre isso, o torcedor merecia muito mais do que apresentamos. Não tem outra repercussão para ter. Temos que aceitar e suportar o que vem, e quando o São Paulo for jogar precisa responder dentro de campo. É pedir desculpa ao torcedor e seguir", acrescentou o treinador na entrevista coletiva após a partida.

Fernando Diniz analisou a derrota e admitiu que o São Paulo caiu de rendimento. Nos três jogos após a volta do Paulistão, a equipe perdeu duas vezes por 3 a 2 no Morumbi, para Red Bull Bragantino e Mirassol, e venceu com o time reserva o Guarani por 3 a 1, na Vila Belmiro.

"Acho que jogadores não conseguiram fazer o que tinham que fazer. Fomos penalizados, em três chutes no gol eles fizeram, mérito do Mirassol. Temos que corrigir. Não pode atacar pedra no time, que estava vindo bem. Não voltamos como terminamos, e infelizmente não conseguimos a classificação", disse o treinador.

O técnico também admitiu estar preocupado com o São Paulo em todos os setores, e não apenas o defensivo. Nos dois jogos com os titulares, foram seis gols sofridos. "Paramos de uma forma e voltamos diferente, quase que o oposto. Voltamos diferente no ritmo, de saber atacar pelos dois lados, de ter profundidade. Voltamos sendo um time mais fácil de ser marcado. Jogamos com apatia", analisou Diniz. "Preocupa o sistema defensivo, o ataque... Nesse momento tudo preocupa", finalizou.

Estadão
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