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São Paulo

Muricy se apoia em números e crê em taça: "não é impossível"

Alexandre Schneider / Getty Images
13 nov 2014
07h20
atualizado às 07h30
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Um triunfo sobre o Internacional na quarta-feira era o único resultado imaginado pelo São Paulo para continuar na disputa pelo título brasileiro, mas o empate por 1 a 1 não acabou com as esperanças de Muricy Ramalho. Diferentemente de alguns de seus jogadores, ele se apegou à matemática simples e deixou o Morumbi sem dar o Cruzeiro como campeão.

"A gente não vai baixar a guarda, não. É claro que está difícil. Faz tempo (que está difícil). A gente ainda tem a desvantagem de eles terem um time formado há dois anos, enquanto o nosso se formou durante o campeonato. Mas não vamos desistir", discursou o técnico, negando que a distância de quatro pontos para o time mineiro, que tem um jogo a menos, seja insuficiente para continuar na briga.

"Não distanciou muito, mesmo porque o Cruzeiro tem duas pedreiras agora", justificou, referindo-se às partidas fora de Belo Horizonte contra Santos e Grêmio, no domingo e na quinta-feira, respectivamente. "A matemática continua. Não está impossível, não. É claro que, em casa, era muito importante que a gente tivesse buscado o resultado, mas buscamos, os jogadores lutaram muito. Às vezes, não dá, como não deu".

Os próximos compromissos do São Paulo, entretanto, também podem ser chamados de pedreiras, afinal são clássicos. Depois de receber o Palmeiras no domingo, o vice-líder do Campeonato Brasileiro jogará contra o Santos, no dia 23, em Cuiabá, quando o Cruzeiro já terá igualado o número de jogos - nesta rodada, o adversário do líder será o Goiás, no Mineirão.

O que pode pesar na disputa pela competição por pontos corridos é o fato de os dois principais concorrentes estarem envolvidos em outro torneio simultaneamente. O São Paulo começa na próxima semana a semifinal da Copa Sul-americana, contra o colombiano Atlético Nacional, ao passo que o Cruzeiro abriu a decisão da Copa do Brasil sendo derrotado pelo arquirrival Atlético-MG, nesta quarta-feira.

"Ajuda que eles também se cansam, apesar de não viajarem, porque jogam em Belo Horizonte. Mas não é fácil para ninguém disputar duas competições, ainda mais sendo um clássico, que é duríssimo. Acho que a gente fica parelho", opinou Muricy, no fim das contas.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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