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Ministério Público arquiva inquérito contra Olten Ayres no São Paulo

Decisão acolhe parecer da promotoria por falta de provas em investigação sobre estatutário da SAF do clube paulista

17 set 2026 - 00h01
(atualizado às 00h16)
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Resumo
A Justiça arquivou o inquérito policial contra Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, que apurava suposta falsidade ideológica em parecer sobre a criação da SAF no clube. A decisão acolheu o parecer do Ministério Público pela ausência de provas e de relevância penal para a denúncia, rejeitando recursos do próprio clube e encerrando em definitivo o processo que gerava tensão política no Morumbi.
Olten Ayres teve o processo arquivado por falta de provas –
Olten Ayres teve o processo arquivado por falta de provas –
Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC / Jogada10

A Justiça encerrou definitivamente o inquérito policial que apurava a conduta de Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo, por suposta falsidade ideológica. O Ministério Público decidiu não apresentar denúncia formal contra o dirigente tricolor, descartando também a abertura de qualquer ação penal sobre o episódio.

A manifestação favorável ao arquivamento partiu inicialmente da própria promotoria em 27 de julho, após análise técnica constatar a inexistência de elementos probatórios suficientes para sustentar a acusação. Embora a instituição são-paulina tenha enviado um recurso contra a conclusão preliminar, a Procuradoria-Geral de Justiça rejeitou o pedido por ausência de fatos novos em 11 de setembro. Por consequência, o juiz Luigi Monteiro Sestari determinou a remessa dos autos ao arquivo nesta semana.

Origem da denúncia e polêmica sobre a SAF do São Paulo

A saber, a apuração teve como ponto central um documento datado de dezembro de 2025, elaborado durante o debate de reformas no Estatuto Social promovido sob a gestão de Julio Casares. O projeto legislativo interno previa normas específicas para a possível constituição de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), estabelecendo a separação formal entre a gestão esportiva e o clube social.

Contudo, a Comissão de Ética do clube questionou formalmente a legitimidade de um parecer favorável atribuído ao Conselho Consultivo. O argumento levantado pelos denunciantes sustentava que o órgão colegiado não havia se reunido de fato para deliberar e aprovar o relatório, o que levou a Polícia Civil a indiciar o presidente do Conselho Deliberativo ao término das apurações iniciais.

Olten Ayres teve o processo arquivado por falta de provas –
Olten Ayres teve o processo arquivado por falta de provas –
Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC / Jogada10

Defesa de Olten e encerramento do processo

Desde o início dos procedimentos investigativos, Olten Ayres sempre negou categoricamente qualquer irregularidade ou má-fé na condução dos trâmites internos. A defesa do mandatário sustentou perante as autoridades que a conduta sob escrutínio carecia de qualquer relevância na esfera penal, tese que acabou integralmente acolhida pelos promotores.

Por fim, com a homologação judicial do arquivamento, o caso fica encerrado na esfera da Justiça estadual, aliviando a tensão política no MorumBIS. Até o momento, a assessoria institucional do São Paulo não emitiu posicionamento público sobre a decisão que encerrou o inquérito.

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Jogada10
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