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Mancini desmente Jean, lamenta reincidência e vê falta de respeito do goleiro

21 mar 2019
01h20
atualizado às 01h20
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Vagner Mancini deu sua versão sobre a polêmica protagonizada por Jean e desmentiu o goleiro, que soltou uma nota oficial após a reunião da comissão técnica com o elenco no CCT da Barra Funda. O treinador interino do São Paulo revelou, inclusive, que há algumas semanas já havia tido uma conversa séria com o goleiro, inconformado com o fato de não ser titular da meta tricolor.

"Chegou o momento de a gente falar sobre isso. Gostaria de falar que o que eu li na nota que o Jean acabou soltando é que eu havia tido um tratamento diferente com ele em relação aos outros atletas, que eu havia preterido sua utilização, e isso não é verdade. Em determinado momento, lá atrás, quando o Jean não quis ir para o jogo contra o Red Bull e na última hora ele acabou cedendo, eu sentei com o Jean por quase meia hora, bati um papo com o atleta, porque conheço o Jean desde quando ele tinha 14 anos, em uma pelada jogada em Salvador. Sou amigo do pai do Jean, tenho um filho da idade do Jean e jamais agiria de uma forma que não fosse a correta, de mostrar o caminho certo, de exigir do atleta, de mostrar o caminho certo, de exigir o comprometimento que todos nós temos que ter em um clube de futebol", disse Mancini após o empate em 1 a 1 com o São Caetano, detalhando também o primeiro problema de disciplina de Jean, em fevereiro.

"Fiquei por quase meia hora conversando com ele. Naquele momento não era a atitude correta a dele. Ele estava reivindicando uma titularidade, expliquei a ele que tudo na vida tem o seu tempo e, de repente, acontece isso enquanto houve uma cobrança de comprometimento em cima do grupo de trabalho. Somente ele se rebelou. Na hora, disse para ele que ele estava fazendo uma coisa errada. Ali não estava o técnico Vagner Mancini ou o coordenador. Ali estava um pai, que tem três filhos e agiria da mesma forma", prosseguiu.

O treinador interino do São Paulo também revelou que Jean pediu para não treinar com o restante do elenco após deixar a reunião da última segunda-feira. Embora o atleta tenha sido instruído a se desculpar e voltar aos treinamentos normalmente, como aconteceu com Carneiro quando o atacante não se apresentou, o goleiro optou por se isolar no clube.

"Ele agiu de forma equivocada, acabou saindo. Teve a chance de retornar, acabou passando à diretoria que não queria retornar e que por opção dele queria ficar separado do grupo. Estou dando minha versão do que aconteceu, porque o que eu li na nota não concordo, não é a realidade dos fatos. Só lembrando que não foi o técnico Vagner Mancini quem botou o Jean no banco. Já passaram alguns técnicos por aqui e em todas as situações ele teve titularidade e reserva. Quando assumi, o Tiago Volpi já era titular", pontuou.

"Não tenho nada contra o atleta, já disse sobre minha amizade com o pai dele. Ele simplesmente interpretou tudo errado. Se acontecesse a mesma coisa amanhã, agiria da mesma forma, porque todo mundo que veste a camisa do São Paulo tem que ter, acima de tudo, respeito por tudo aquilo que está fazendo dentro do clube", concluiu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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