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Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São Paulo

Jardine adianta como será 2019: "Quem não se adaptar, não vai jogar"

2 dez 2018
21h09
atualizado às 21h09
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André Jardine comentou após a derrota do São Paulo para a Chapecoense por 1 a 0, neste domingo, que o elenco trabalhará sob forte cobrança no ano que vem. Segundo o treinador, seus jogadores sentirão uma grande diferença em relação aos treinamentos, que, segundo ele, serão muito mais intensos. Quem não se adaptar, não terá chances no time titular.

"Acho que o maior choque que o grupo vai ter será a nível de treinamento, o jeito que vamos passar a treinar. Tenho uma percepção de treinamento, minhas convicções, que não pude aplicá-las 100% porque os jogadores já estão no seu limite físico ao fim da temporada. No nível de treinamento vai ter um choque, vamos treinar do jeito que uma equipe que quer ser campeã tem que treinar. A cobrança será muito forte, a concorrência será diária. Quem não se adaptar, não vai jogar. O treinamento vai dizer muita coisa de quem tem condição de jogar ou não", afirmou Jardine.

Técnico do São Paulo nos cinco últimos jogos deste ano, Jardine não teve tempo para implementar suas ideias na equipe, já que logo no início de seu trabalho houve jogos no meio de semana, além dos compromissos aos finais de semana. A partir de janeiro, porém, ele terá a tão sonhada chance de trabalhar meticulosamente todos os aspectos que considera chave para o sucesso.

"Não tinha como dar esse choque de imediato, praticamente não deu para treinar. Só nessa última semana que tive mais tempo para treinar, mas a gente percebe muitos jogadores já desgastados pela sequência. Minha esperança é de conseguir através daquilo que acredito que tenho de melhor como treinador, que é a metodologia de treinamentos, desenvolve as ideias com treino pesado, competitividade, agressividade, para construirmos o São Paulo que todo torcedor quer, entrando nas competições realmente com chances de ser campeão, não somente participar", prosseguiu.

Por fim, André Jardine também revelou as dificuldades que o elenco enfrentou para se reerguer após o duro baque que foi perder a liderança do Campeonato Brasileiro depois de liderá-lo por oito rodadas. Neste domingo, mesmo precisando da vitória para tentar garantir uma vaga direta na fase de grupos da Libertadores, o Tricolor voltou a perder.

"O sentimento é de bastante frustração, acho que o grupo sentiu muito a partir do momento que sonhou com o título. Isso internamente a gente conversava muito. A partir do momento que lideramos por muitas rodadas, o discurso interno era de que tínhamos condição de brigar pelo título, por mais que externamente a gente falava do 'jogo a jogo'. A partir do momento que escapou, percebemos uma frustração geral, um certo abatimento, luta para seguir colocando objetivos. Foi muito difícil encontrar motivação depois do título ter escapado", concluiu.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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