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Ideia de renúncia de Harry Massis não prospera em reunião no São Paulo: 'Mandato acaba em dezembro'

Discussão de ex-presidentes se pauta em denúncia por venda irregular de ingressos contra Chris Massis, filha do mandatário, que nega as acusações

20 fev 2026 - 18h01
(atualizado às 18h21)
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Harry Massis Jr. não permitiu que prosperasse a ideia de renúncia à presidência do São Paulo em reunião do Conselho Consultivo, ocorrida nesta sexta-feira na região da Avenida Paulista, no escritório do advogado Ives Gandra, integrante do colegiado.

Harry Massis Júnior preside o São Paulo desde o impeachment de Júlio Casares.
Harry Massis Júnior preside o São Paulo desde o impeachment de Júlio Casares.
Foto: Fábio Vieira/Estadão / Estadão

O encontro, que reuniu atuais e ex-presidentes e presidentes do Conselho Deliberativo do São Paulo, foi convocado após uma denúncia contra a filha, acusada de venda irregular de ingressos cortesia no MorumBis. Ela nega. O caso será investigado por duas sindicâncias, uma externa e outra interna. Se for constatada irregularidade, o assunto vira pauta da Comissão de Ética do São Paulo.

Conforme o Estadão apurou, a reunião havia sido convocada para discussão do caso dos ingressos e poderia avançar na avaliação de uma possível renúncia de Massis. O presidente falou com a imprensa e com a torcida na saída do prédio e disse ter rechaçado a ideia.

"Eu falei que o meu mandato vai até 31 de dezembro de 2026, bem claro. Virei para o Olten e falei para ele também: 'O nosso mandato. Depois eu saio, você, não sei".

"A partir dessa reunião, se ele tinha alguma intenção (de pautar renúncia), acabou. A torcida, vindo como você vieram, com faixa endereçada ao presidente Olten, ele sentiu isso", falou a um torcedor.

Massis comentou o áudio que supostamente flagra sua filha falando sobre venda de ingressos cortesias. "Não deu para escutar nada. Pinçaram áudios de 2024 e de 2026. O áudio foi insignificante", comentou.

A investigação sobre a situação foi proposta por Massis, assim como uma reformulação na distribuição de cortesias para shows e jogos. Inicialmente, o número de entradas disponíveis vai ser reduzido. Não foram detalhadas outras mudanças.

Torcedores protestaram em frente a escritório onde ocorreu a reunião

Cerca de 15 torcedores se reuniram em frente ao escritório em que ocorreu a reunião e protestaram com faixas em frente ao prédio e gritos de ordem. "Não vai ter golpe", diziam.

Tanto na chegada, quanto na saída, houve cobranças a Olten Ayres Jr., presidente do Conselho, e aos ex-presidentes Carlos Miguel Aidar e Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Entenda a denúncia envolvendo a filha de Harry Massis Jr.

Chris Massis teria vendido ingressos ilegalmente em outubro de 2024, para o show de Bruno Mars, no MorumBis. Ela nega e diz que se trata de uma armação para atingir a gestão de Massis. Uma gravação atribuída a ela foi apresentada ao Consultivo.

No áudio, Chris fala que não ofereceu vendeu entradas, que até recebeu um valor, mas o repassou "para uma pessoa a qual ela ajuda".

Em nota, Massis falou não compactuar com o ato. Ele abriu uma investigação interna para apurar o caso no São Paulo. "Não tenho compromisso com erro ou malfeito de nenhuma ordem. Pouco importa se a pessoa em questão tem meu sangue ou não", escreveu.

"Reafirmo que só soube do caso há poucos dias e que fui também chantageado para que o caso não viesse à tona. Mas aparentemente não me conhecem. Aqui tem um homem íntegro, que tem como único intuito passar o São Paulo Futebol Clube a limpo, custe o que custar e doa a quem doer", completou.

No começo da gestão, Massis tirou a filha da diretoria adjunta das categorias de base do futebol feminino sob a justificativa de evitar conflitos de interesse na gestão do clube.

O áudio chegou de forma anônima até Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo. Caso Massis renuncie, Olten assume por 30 dias e é obrigado a convocar nova eleição.

O pleito definiria o presidente até o fim do ano, quando ocorre a eleição regular para o próximo triênio. O presidente do Conselho nega que tenha interesse em concorrer em qualquer um dos pleitos. "Não está nos meus planos", disse ao Estadão. Nos bastidores, porém, ele não descarta a possibilidade de se tornar candidato.

Do outro lado, Massis já deixou claro que não pretende concorrer. Entretanto, ele tem aliados que pensam em se lançar como possíveis candidatos, em contraponto à antiga oposição de Casares na disputa. Marcelo Pupo, ex-presidente do Conselho Deliberativo, atua como consultores do presidente e seria um nome com perspectiva de candidatura.

A antiga oposição, que transita entre elogios e críticas a Massis, tem dois nomes cotados. Um deles é Vinicius Pinotti, ex-diretor de marketing e de futebol e consultor de Casares até o fim do ano passado.

Outro é José Carlos Ferreira Alves. Ele é desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo e já foi vice-presidente, diretor de futebol, trabalhou no departamento jurídico e também foi presidente do Conselho Deliberativo do São Paulo.

Estadão
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