0

Fernando Diniz reconhece problemas do São Paulo nas finalizações ao gol

'Não sei se antes da minha chegada o time criava tantas oportunidades', diz o treinador após vitória apertada sobre o Avaí

20 out 2019
20h08
  • separator
  • 0
  • comentários

O técnico Fernando Diniz reconheceu os problemas de conclusão do setor ofensivo do São Paulo na vitória por 1 a 0 sobre o Avaí, neste domingo, no Morumbi. Apesar da boa campanha (quarta colocação, com 46 pontos), o São Paulo tem um dos piores ataques do Brasileirão com 27 gols, superando apenas Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Ceará, CSA, Chapecoense e o próprio Avaí.

Contra o time catarinense, penúltimo colocado, a segunda pior defesa do campeonato e com um jogador a mais desde os 22 minutos do primeiro tempo (após a expulsão de Brenner), o São Paulo encontrou dificuldades para furar a retranca do adversário.

Foram os 15 primeiros minutos do segundo tempo que garantiram a 12ª vitória no Brasileirão. Neste intervalo de tempo, o São Paulo foi dinâmico, objetivo, envolvente, rápido. Pato perdeu uma chance incrível, sem goleiro. Em seguida, Arboleda garantiu os três pontos, de cabeça, após escanteio cobrado por Daniel Alves.

No restante do tempo, principalmente na etapa inicial, o que se viu foi um São Paulo burocrático, com posse de bola amplamente superior (78%), mas tocando sem objetividade, "de lado", encontrando muitas dificuldades para furar a retranca do Avaí. A ponto da torcida não perdoar e vaiar o time na saída para o intervalo.

"Não sei se antes da minha chegada o time criava tantas oportunidades. Hoje o problema foi concluir em gol. A criação ofensiva me agradou, faltou ofensividade. O desempenho me agradou em parte do jogo", disse o técnico Fernando Diniz.

O treinador defendeu a escalação diante do Avaí com os três atacantes (Antony, Alexandre Pato e Vitor Bueno), sem a presença de um homem de área "Acho que no jogo de hoje não vi como problema, tivemos chance de gol. Se você tem uma referência, pode até ajudar, mas não acho que é necessário para você marcar gols. Em alguns sistemas é obrigatório. Na nossa forma de jogar não".

Estadão
  • separator
  • 0
  • comentários
publicidade