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Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São Paulo

São Paulo repete estratégia de 2016 para evitar rebaixamento

13 set 2017
08h03
atualizado às 09h38
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Dia 9 de setembro do ano passado, o São Paulo estava a um ponto da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro depois de 23 rodadas. A situação era delicada e preocupante. Percebendo que nenhuma medida interna surtia efeito para amenizar a crise, a diretoria comandada pelo presidente Leco decidiu 'convocar' Marco Aurélio Cunha para 'apagar o incêndio'. O moral entre os atletas, o histórico vencedor, o peso do nome e a representatividade perante a torcida levaram Cunha de volta ao São Paulo para uma missão definida: fazer com que a equipe se mantivesse na elite do futebol nacional.

No passado, Marco Aurélio Cunha foi chamado para ajudar a reerguer o São Paulo no Brasileirão
No passado, Marco Aurélio Cunha foi chamado para ajudar a reerguer o São Paulo no Brasileirão
Foto: LANCE!

Um ano depois e o Tricolor vive um déjà vu . Dessa vez a situação é um pouco pior. O time novamente briga contra o rebaixamento, mas mira a 24ª rodada do Campeonato Brasileiro com a visão de um penúltimo colocado. De novo Leco é o mandatário sem qualquer trunfo em mãos. Com Cunha longe, em seu projeto na CBF, a carta na manga deve ser Muricy Ramalho. Apesar do currículo como ex-jogador e técnico, e não como dirigente, os atributos que devem levar Muricy de volta ao Morumbi são os mesmos de outrora, assim como o objetivo final também não mudou de um ano para cá.

Até mesmo o discurso dos 'salvadores da pátria tricolor' se assemelham no momento em que o coração parece falar mais alto do que qualquer motivação profissional ou pessoal.

"Não posso dar as costas para quem me criou, que foi o São Paulo, num momento delicado. Seria egoísmo na minha parte não enfrentar isso. O momento não é bom, é difícil, não é fácil, mas eu não posso. Pelo que eu escuto na rua, pela expectativa que as pessoas têm de mim, pelo que eu gosto do São Paulo como instituição, eu não posso faltar a esse chamamento. É um dever e, para dever, a gente não vira as costas", discursou Marco Aurélio Cunha à época de seu retorno. Tais motivações são idênticas ao do atual comentarista de TV.

"Gostaria de ajudar sem ganhar nada. Eu queria ajudar de alguma maneira, dando uma palavra ao time, ou para o próprio (Dorival) Júnior. Ajudar de alguma maneira. Eu nasci no São Paulo, eu fui criado lá dentro. Fui criado também como treinador da base e depois do profissional. Eu tive todas as chances nesse clube. Então, eu sou muito grato e tenho um carinho enorme da torcida", explicou o ex-técnico, ao Sportv.

As coincidências não param por aí. Assim como Marco Aurélio Cunha fez, Muricy Ramalho, se de fato entrar em acordo com o São Paulo, quer trabalhar nos bastidores. A diferença maior é que Cunha exerceu um cargo diretivo remunerado e precisava se expor rotineiramente para que sua estratégia de blindar o elenco e a diretoria funcionasse. Muricy, por outro lado, só topa um envolvimento informal, discreto e que não envolva dinheiro - vale ressaltar que Cunha só começou a receber o lhe era de direito após se despedir do clube.

O clamor popular entre torcedores são-paulinos é mais uma marca das duas ocasiões. O Morumbi chegou a gritar o nome de Marco Aurélio Cunha como se o dirigente fosse um centroavante goleador. E nessa terça, um abaixo-assinado com 7,5 mil assinaturas foi entregue à diretoria do São Paulo solicitando a contratação de Muricy Ramalho.

Em 2016, o Tricolor Paulista terminou o Campeonato Brasileiro com 52 pontos, no 10º lugar, nove pontos acima do Internacional, o primeiro do grupo de quatro rebaixados. Resta saber se Muricy Ramalho terá o mesmo êxito, caso aceite o convite. A missão nesse ano se apresenta mais árdua, mas o impacto com a chegada do técnico tricampeão brasileiro pelo clube pode mudar o rumo da história. Talvez essa seja a última carta na manga para o São Paulo em 2017.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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