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Foto: Marcos Bezerra / Futura Press

São Paulo

Com estilos opostos, Raí e Mattos fizeram bem a São Paulo e Palmeiras

6 out 2018
07h00
atualizado às 07h00
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Às 21 horas (de Brasília) deste sábado, São Paulo e Palmeiras farão um clássico com jeito de final pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, no estádio Morumbi. Apesar de as atenções estarem voltadas a jogadores e comissão técnica, dois dirigentes tiveram papéis cruciais na campanha de ambos os times na briga pelo título nacional.

Raí, diretor-executivo de futebol do São Paulo, e o seu homólogo Alexandre Mattos, do Palmeiras, foram os responsáveis pela reformulação do departamento de futebol de seus respectivos clubes. Mudanças que permitiram às agremiações se recuperarem de administrações que passaram longe de conquistar resultados expressivos.

No caso do são-paulino, o trabalho é bem mais recente. Contratado em dezembro de 2017 pela gestão Carlos Augusto de Barros e Silva, o ex-atacante chegou com a incumbência de montar um time competitivo, criar uma "identidade" de jogo e recuperar a imagem de clube protagonista no cenário nacional.

Semelhante era a missão de Mattos em 2015, quando foi contratado por Paulo Nobre, ex-presidente do Verdão. Mas o modo agressivo que o dirigente trouxe dos tempos de Cruzeiro escancarou a discrepância entre os dois estilos de atuação no mercado de contratações.

Para se ter uma ideia da diferença no modo de gestão, Alexandre Mattos contratou um total de 25 jogadores logo em sua primeira temporada à frente do futebol alviverde, sendo o principal deles Dudu, que marcou a mudança de rumo no modo de negociar do Palmeiras.

Impulsionado pelos vultosos investimentos da Crefisa, patrocinadora do clube, ele mostrou grande poder de influência junto a empresários de atletas, a ponto de hoje disponibilizar dois times competitivos ao técnico Luiz Felipe Scolari.

Já Raí, embora tenha contratado 12 jogadores ao longo de 2018, não foi às compras com a mesma agressividade do palmeirense. Buscou, inclusive, reforços sem custos, como os ex-vascaínos Nenê e Anderson Martins, além de Valdívia e Régis, que já deixaram o clube.

Discrição x exposição

De perfil mais discreto, o dirigente são-paulino também difere de Mattos diante das câmeras. Desde que assumiu o cargo, Raí adotou o hábito de se expor publicamente apenas em situações pontuais, como em apresentações de jogadores ou para cobrar a arbitragem. É difícil vê-lo dando entrevistas exclusivas ou coletivas para os veículos de comunicação e, quando o faz, adota cautela com o uso das palavras, fugindo das polêmicas.

Alexandre Mattos, por sua vez, é figura frequente na zona mista do Allianz Parque. Bastante requisitado pela imprensa, o diretor palmeirense também se distingue por seu tom mais incisivo durante as entrevistas, em contraposição à serenidade de Raí, avesso à exposição.

Seja como for, o são-paulino busca, além de se afirmar como dirigente, conquistar seus primeiros títulos fora dos gramados e tem até dezembro de 2019 para fazê-lo, enquanto Mattos, garantido no Palmeiras somente até o fim deste ano, visa aumentar sua coleção de troféus.

Dos camarotes do Morumbi, os dois assistirão ao Choque-Rei em clima de decisão. Separados por apenas um ponto, São Paulo (52) e Palmeiras (53) se enfrentam em duelo que definirá o líder do Campeonato Brasileiro ao final da rodada.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva

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