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Capacidade de sacrifício de Ceni tranquiliza Autuori a escalá-lo

19 jul 2013
20h22
atualizado às 20h37
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Rogério Ceni não está com o pé direito perfeito, como ele disse para rebater Adalberto Baptista. As dores, no entanto, não o impedem de jogar e nem o limitam tecnicamente. Isso é o que dá a Paulo Autuori a tranquilidade para escalá-lo como titular do São Paulo, apesar da opinião do diretor de futebol de que o goleiro tem apresentado deficiência na reposição de bola.

<p>Autuori est&aacute; confiante no desempenho de Rog&eacute;rio Ceni para reerguer o S&atilde;o Paulo</p>
Autuori está confiante no desempenho de Rogério Ceni para reerguer o São Paulo
Foto: Bruno Santos / Terra

"Vou citar uma cena que ilustra bem se ele está em condição ou não de jogar: o gol de falta que fez contra o Vitória (no domingo passado, em Salvador). Não preciso dizer mais nada", avaliou o treinador, nesta sexta-feira.

Autuori ainda disse mais. "Outra coisa que quero falar: para ser competitivo, além de qualidade técnica, tem que ter capacidade de sofrimento e espírito de sacrifício. Se pegar qualquer jogador do mundo, de uma equipe top, cada um tem uma dor, porque hoje o futebol exige sacrifício. Queria eu poder trabalhar só com jogadores que tenham esse espírito".

Ceni tem as duas virtudes. No momento em que mais sofria com as dores no pé, fez fisioterapia de manhã à noite para participar de partidas decisivas. O recesso da Copa das Confederações, em julho, ajudou a diminuir o incômodo, porém o médico José Sanchez e ele próprio já admitiram anteriormente que o trauma só será superado quando houver tempo para repouso absoluto - na aposentadoria, portanto.

Nesta tarde, no último treino da equipe antes de enfrentar o Cruzeiro, Ceni trabalhou normalmente mais uma vez com os demais goleiros do elenco sem demonstrar desconforto na região que machucou no fim de março, em dividida com o atacante corintiano Alexandre Pato. Por isso, será o titular neste sábado, no Morumbi.

"Assim se faz um grupo vitorioso, com pessoas que estejam dispostas a sofrer. Quero mais jogadores que não prefiram ficar no departamento médico e encarem a responsabilidade como devem encarar", elogiou Autuori, que ainda se disse orgulhoso por ter trabalhado em 2005, no São Paulo, com "jogadores que não lamentavam absolutamente nada".

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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