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Sampaoli explica reclamações, mas garante cumprir contrato

Treinador explicou os motivos de sua irritação com a diretoria do Santos

12 jul 2019
15h24
atualizado às 16h00
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Em entrevista coletiva concedida de surpresa nesta sexta-feira, o técnico Jorge Sampaoli explicou os motivos de sua irritação com a diretoria do Santos. O argentino confirmou a insatisfação, mas negou que pedirá demissão. Segundo ele, a ideia é cumprir o contrato até o final (dezembro de 2020).

"É impossível sair agora. Tenho um compromisso muito grande com todos aqui dentro. Tenho compromisso com todos os jogadores que estão aqui. Impossível, não abandonaria. Com o recurso que temos, temos que nos remendar. E é isso que reclamo. Reclamarei todos os dias para que o Santos cresça", disse o treinador.

Técnico do Santos, Jorge Sampaoli, durante partida contra o Atlético-MG, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro 2019
Técnico do Santos, Jorge Sampaoli, durante partida contra o Atlético-MG, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro 2019
Foto: MAURÍCIO DE SOUZA/DIÁRIO DO LITORAL / Estadão Conteúdo

Sampaoli ainda destacou a importância de criar uma equipe que seja protagonista em todas as partidas. Segundo o treinador, os problemas financeiros não podem impedir que o Santos seja um time competitivo.

"Desde o primeiro dia que vim ao Santos, eu tinha a ideia de construir um Santos campeão e protagonista. Reclamo ao presidente, ao gerente, aos jogadores. Sempre temos que estar à altura do Santos. Eu sempre vivo reclamando pelo Santos. É o meu clube e eu tenho que leva-lo o mais longe possível, então sempre farei uma reclamação para todos até o meu último dia aqui. Não importa se tem problema financeiro, temos que buscar uma estrutura que faça com que o Santos seja um time protagonista e competitivo. Por isso temos que trabalhar por muito tempo todos os dias", declarou.

O treinador continuou cobrando protagonismo do clube, e citou a história do Santos como um dos motivos para aceitar trabalhar no Peixe.

"Eu não vim para o Santos para ser 10º (no Brasileirão). Eu vim porque a imagem que eu tenho do Santos é de Pelé, Neymar, um Santos grande. Então não podemos ser pequenos, temos que ser grandes. As reclamações não são para fazer pressão, mas pela obrigação de ser responsáveis pelo lugar em que estamos", finalizou.

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