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Sacado no intervalo, Jobson estreia pelo Santos após 6 meses: 'Será importante'

Contratado após o Paulistão, volante ainda não tinha sido aproveitado por Jorge Sampaoli

18 out 2019
08h08
atualizado às 08h08
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Anunciado como reforço pelo Santos em 16 de abril, Jobson precisou esperar seis meses para fazer a sua estreia. E ela durou apenas 45 minutos. Escalado como titular nesta quinta-feira, ele não voltou do intervalo da vitória do time por 2 a 1 sobre o Ceará, na Vila Belmiro, pela 26ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Jobson teve desempenho irregular, até acertando algumas viradas de jogo, mas caiu de rendimento especialmente após o Ceará abrir o placar. No intervalo, o técnico Jorge Sampaoli trocou o volante pelo lateral-direito Pará. Ainda assim, fez elogios ao meio-campista, apostando que o jogador, destaque do Red Bull Brasil no Campeonato Paulista, poderá ser útil na sequência da temporada.

"A escolha por ele tem a ver com o 4-4-2 que tinha o Ceará, ele era o cinco. Para encontrar o homem livre, precisamos do passe do Jobson. Pela preparação dele, essa parecia ser a partida adequada. Infelizmente, com as linhas fechadas do Ceará, não conseguimos encontrar Sánchez e Evandro no primeiro tempo. Colocamos um lateral e o Pituca como cinco, para gerar uma equipe mais ofensiva do que já era. Quando se acomodar, Jobson será um jogador importante", disse.

A escalação de Jobson não foi a única novidade da formação santista para o duelo com o Ceará. O treinador optou por uma formação com três zagueiros - Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Luan Peres - e sem sequer um lateral, sendo que quatro estavam no banco de reservas - Pará, Victor Ferraz, Jorge e Felipe Jonatan. Além disso, dois estrangeiros foram outras novidades da formação: o uruguaio Carlos Sánchez, que voltou de suspensão e deu assistências para os gols do time, e o venezuelano Soteldo, que retornou de sua seleção e teve atuação ruim.

Na etapa final, Sampaoli colocou dois laterais em campo - Pará e Jorge - e o Santos conseguiu a virada, com dois gols em jogadas aéreas, premiando a disposição do time, que teve atuação irregular.

Em sua entrevista coletiva, Sampaoli explicou qual era o seu plano quando definiu a escalação e admitiu o desempenho ruim da equipe na etapa final. "O plano da partida era jogar no 3-2-5, para parar as transições do Ceará. Não tivemos muita eficiência em incomodar o rival no começo. No segundo tempo, demos profundidade ao time. Precisei mudar porque o Ceará estava muito fechado e achou um gol em jogada esporádica", afirmou.

Com a vitória, o Santos chegou aos 51 pontos, em terceiro lugar no Brasileirão, e voltará a jogar no domingo, quando visitará o Atlético Mineiro, no Independência. Nesta sexta-feira, o time treinará no CT Rei Pelé a partir das 11 horas.

Estadão
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