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Presidente do Santos diz que CBF é ditadora e "pede" para Tite chamar Rodrygo

12 jun 2019
15h55
atualizado às 16h06
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Peres volta a criticar a CBF (Ivan Storti)

O presidente do Santos, José Carlos Peres, voltou a atacar a CBF na tarde desta quarta-feira, ao acompanhar a coletiva de despedida do Rodrygo.

Peres chamou a confederação de "ditadora" e falou em leis trabalhistas feridas com o impedimento de Rodrygo em atuar durante a Data FIFA, período do "não" à seleção olímpica para o Torneio de Toulon, na França.

"É um dia feliz e triste. É a despedida do Rodrygo. Se não fosse a CBF ser ditadora em algo que não poderia ser, pois clubes fazem a CBF. O grande líder, a CBF, tem que entender os problemas dos clubes e ajudar. Santos sofreu uma eliminação na Copa do Brasil, temos que valorizar o Atlético-MG, sem fugir da responsabilidade, mas, convenhamos, ficamos sem três. Um deles o Rodrygo, o melhor, vital para entrarmos um pouco mais fracos ou menos fortes em decisão. Nos deu prejuízo técnico e financeiro. Difícil engolir o que fizeram com o clube. Digo para o Rodrygo que eu lamento muito por ele não ter jogado essas quatro partidas. Foi impedido de exercer o direito de trabalho. Trabalhador tem o direito, ninguém está acima da lei do trabalho. Seria uma festa mais completa, mas não deixaremos de fazer uma festa. Hoje ou amanhã, pode ser mais uma completa com amistoso se tiver calendário", disse o presidente.

"Não está proibido de jogar, não está desconvocado, é diferente, mas não podemos correr o risco de perder pontos. Decisão foi em conjunto. Era sub-23, sem menosprezo, mas Rodrygo é jogador de time A. Tite tem que convocar ele. Jogador daqui não é convocado por causa do status? Não sei dizer. Sampaoli pode escalar, mas corremos risco pois CBF não responde o que vai acontecer. Disseram que prometeram aos clubes que ninguém seria liberado. Rodrygo serviu sub-17, depois sub-20. E agora é sub-23, é escadinha para time A? É desconsideração com o craque", completou Peres.

O pai de Rodrygo, Eric, também se manifestou sobre o caso. O atacante chegou a dizer que foi avisado por ele sobre a liberação para atuar contra Ceará, Atlético-MG e Corinthians.

"Quando é convocado, antes do jogo contra o Atlético-MG, presidente disse que era momento de permanecer. Rodrygo pediu para ir no Sul-Americano, Santos fica quase três meses sem. Era titular, faltava pouco tempo e presidente aceitou (a dispensa) Mas naquele momento achávamos importante ficar para se despedir. Não só do Santos, mas pessoas. Amigos meus não conseguem ir na Vila se despedir. Se vem, falta o arroz, feijão. É a nossa realidade hoje. Foi para permanecermos e eu tinha que deixar o Rodrygo (em Santos). Eu tinha que posicioná-lo, era o que eu tinha que fazer, como família e estafe. Por que será que existem tantos jogadores depressivos, usuários de drogas, alcoólatras? Será que não é pela pressão? É um garoto, eu falei que acreditava que ele não iria (para seleção). Temos que respeitar o clube primeiro, Rodrygo serve desde os 14 e sonhamos que ele continue servindo. Entendíamos que naquele momento era se despedir do Santos e de todos. Rodrygo é funcionário do Santos, tenho isso em casa, falei como pai, mas é funcionário e recebe do clube. Não posso falar para fazer isso ou aquilo, é decisão de Santos e CBF", avaliou Eric.

A última partida de Rodrygo ocorreu no dia 26 de maio, contra o Internacional, na Vila Belmiro. O camisa 11 não atuou diante de Ceará, Atlético-MG (Copa do Brasil) e Campeonato Brasileiro e ficará contra o Corinthians, no clássico desta noite.

Rodrygo ainda não tem apresentação marcada em Madri. Ele terá folga antes de iniciar os treinamentos no clube espanhol, em julho.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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