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Jornal argentino vê "jogo sujo" do Santos antes de enfrentar o Boca Juniors

12 jan 2021
15h11
atualizado às 15h14
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O Olé, tradicional jornal argentino, falou em "jogo sujo" do Santos antes de enfrentar o Boca Juniors nesta quarta-feira, às 19h15, na Vila Belmiro, pelo duelo de volta da semifinal da Libertadores da América.

O texto publicado na manhã desta terça prevê uma decisão "muito quente" e classifica algumas decisões do Peixe e do técnico Cuca como "vitimizações".

"No futebol brasileiro costumam falar da "catimba" de clubes argentinos". Catimbas são manhas, fazer tempo, simular faltas, atrasar o jogo e tirar vantagem em situações antidesportivas. Catimba é também o jogo sujo que se instaurou nas semifinais entre Boca e Santos desde o momento que se encerrou a partida em La Bombonera (0 a 0). Conseguiram gerar um clima bem quente para a revanche nesta quarta-feira na Vila Belmiro como há tempos não se via na Libertadores. E menos em tempos de estádios vazios" é o primeiro parágrafo da publicação.

Ônibus vandalizado

O Olé chama de "episódio confuso" o ataque ao veículo alugado pelo Santos na saída de La Bombonera. O Peixe falou em "apedrejamento". Jogadores como Kaio Jorge citaram um "tijolo" arremessado.

Em entrevista ao Olé, Dário Evertz, motorista do ônibus, negou.

"Que não mintam, que não mintam. Não sei porque criam suspeitas sem sentido, colocam as pessoas revoltadas no Brasil. Foi um galho. Um caminhão com contêiner entrou na minha frente e não saiu, apesar das motos da polícia sinalizaram para ele. Ele bateu em um galho, que depois veio em cima da gente. É só olhar a maneira como o vidro está estilhaçado, naquela área não dá para bater uma pedra e sair", argumentou.

O jornal também separou um dos comentários de torcedores do Santos na publicação do clube sobre o ocorrido: "Temos que pegar esses caras no Brasil para que sintam a pressão e respeitem a clubes gigantes como o Santos".

O Peixe mantém a posição sobre o apedrejamento no ônibus.

Pênalti em Marinho

O Santos divulgou o ofício enviado à Conmebol com a reclamação sobre a arbitragem de Roberto Tobar (CHI). No documento, o Peixe citou o Olé admitindo o pênalti de Izquierdoz em Marinho.

"Longe de alegre reconhecimento ao trabalho do jornal, os brasileiros fizeram uma manobra especulativa para pressionar a Conmebol, visando a arbitragem do segundo jogo. Uma vitimização e instalação de suspeita que é mais velha que a Libertadores. Só que agora não se aponta ao árbitro principal, mas sim à moda do VAR".

Análise sobre Cuca

O Olé ainda falou sobre Cuca, "manhoso" e "habilidoso com o microfone".

"Cuca tem 57 anos e uma carreira de 22 anos como técnico. Tem fama de sério, trabalhadores e de convicções firmes, que várias vezes custaram seu emprego. O Cucabol foi colocado pela imprensa esportiva brasileira diante do seu estilo de jogo quando se consagrou campeão da Libertadores em 2013 com o Atlético-MG. Além de todas as características do treinador brasileiro, ele tem um grande controle do microfone. Para fazer ser escutado nesses dias", aponta o Olé.

"Primeiro o técnico disse que o empate sem gols favorecia ao Boca. Agora, depois da vitória no Brasileirão sobre o líder São Paulo, falou: 'Disseram que sabíamos que tínhamos jogadores contaminados e que fizemos eles jogarem. Isso não existe. Como tenho 35 ou 40 anos no futebol, dou conta que estão mudando o foco da discussão para não falar do pênalti que não deram'", completa.

Ábila e Marinho

O Olé, por fim, falou sobre a polêmica após uma declaração de Ramón Ábila sobre Marinho.

"Entre domingo e segunda-feira, o último episódio foi a declaração de Ábila sobre a troca de camisa com Marinho que fez ruído  e foi repudiada por alguns veículos de imprensa do Brasil e torcedores do Santos. No Boca estão alertas e não descartaram consultar seus advogados para evitar alguma surpresa na chegada em solo brasileiro".

Ábila disse que trocou camisa com o "negro" Marinho e minimizou a discussão sobre racismo. O Olé compartilhou a declaração com um emoji de risada.

"Troquei com Marinho, com o negro, porque o conheço. Bom, com o moreno, porque agora se você diz 'negro', te denunciam. É carinhosamente. Se quem diz 'negro' sou eu, o que resta para os outros, não?", falou o atacante.

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