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Diniz explica chance a Bruno Marques e avalia vitória do Santos sobre a Juazeirense: "Repertório grande"

28 jul 2021 23h11
| atualizado às 23h11
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O técnico Fernando Diniz ficou satisfeito com a vitória do Santos por 4 a 0 sobre a Juazeirense desta quarta-feira, na Vila Belmiro, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. O gols foram marcados por Madson, Lucas Braga, Marcos Leonardo e Carlos Sánchez.

O Peixe teve dificuldade no primeiro tempo, mas depois "abriu a porteira".

"Jogo foi parecido contra o Atlético-GO. Gostei do time, mas não gostei de não converter as chances na primeira etapa. Foram pelo menos quatro claras no primeiro tempo. Se as bolas entram, análise poderia ser diferente. Não gosto de analisar só pelos gols, mas pelas chances criadas. Poderíamos ter criado seis e feito quatro. Finalizamos 25 e 13 em gol, e o goleiro foi muito bem. Poderíamos ter tido placar ainda maior. Gostei da equipe. Jogo não termina aqui, não achei que eles saíram mais depois dos gols. Pela intensidade que tivemos, fizemos gols até o fim, insistimos o tempo todo. Gostei do time e da produção de chances hoje. Mas emocionalmente para quem defende o tempo todo e leva gol é mais difícil, mas eu gostei do time o tempo todo hoje", disse Diniz, em entrevista coletiva.

O técnico explicou a entrada de Bruno Marques, de 1,94 m de altura, no intervalo e comentou sobre os cruzamentos do time.

"Todo mundo do elenco pode jogar. Bruno conquistou essa oportunidade nos treinos. Estava voltando de lesão quando eu cheguei e hoje eu achei que era importante tê-lo para um cenário semelhante ao do Atlético-GO, ele entrou e contribuiu. E criar oportunidades não tem a ver com centroavante necessariamente. Hoje jogaram com linhas muito baixas. Então o jogo acabou sendo mais para os lados, gerando cruzamentos. Tivemos muitas chances no cruzamento, tabela por dentro, finalização. Repertório foi grande hoje e contra o Atlético-GO também. A criação não tem a ver só com o Bruno. Pela estatura, excelente cabeceio, ficou propício para ele jogar e ter essas chances que criamos. Contra o América-MG não tínhamos centroavantes e criamos muito, por exemplo. É importante ter variações. Temos que ter o jogador bem, além da característica. Bruno fez ótimos treinamentos na semana passada e se candidatou a jogar", avaliou.

"Todo mundo usa no mundo inteiro (os cruzamentos). Tinham seis congestionando a entrada da área… Tem que insistir por ali na entrada da área, até podendo tomar contra-ataque, e por isso tínhamos que chegar pelos lados. Tivemos cruzamentos perigosos e muitas chances. Finalidade do jogo é o gol. Se é pelos lados, tem que ser pelos lados, mas pode ser por dentro. Tivemos penetração, chute de fora da área. Temos que ter repertório pelos lados contra equipes de linhas baixas e isso facilita, porque o jogo acaba acontecendo mais por ali. Tivemos muita gente na área. Pode facilitar com um jogador mais alto, mas não precisa cruzar mais por ter um 9.  A bola tem que ser bem cruzada e termos muita gente ali. Romário não era alto e fazia gol toda hora, por exemplo. Manchester City faz a mairoia dos gols pelos lados, com cruzamento pelo chão e o cara só escora. Não é chuveirar, a gente não se desfez da bola em momento nenhum. Cruzamos quase sempre com muita gente na área, com chance de gol", concluiu.

O Santos voltará a campo para enfrentar a Chapecoense no domingo, na Arena Condá, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Pela Copa do Brasil, visitará o Juazeirense no dia 5, na Bahia, com a possibilidade de perder por até três gols de diferença para avançar.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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