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Defensivo? Carille contesta rótulo na chegada ao Santos: "Já encontramos de tudo e nos adaptamos"

9 set 2021 13h41
| atualizado às 13h41
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Apresentado pelo Santos nesta quinta-feira, o técnico Fábio Carille contestou o rótulo de defensivo.

O treinador ficou conhecido pela forte defesa do Corinthians e o grito de "recua" virou meme. O profissional não concorda.

"Eu trabalhei oito anos como auxiliar. Quando tive a oportunidade, dei sequência no que vi que deu resultado no Corinthians (uma forma mais defensiva). Oito anos com oito títulos. Aprendi muito e também foi um período vencedor. Os números mostram diferenças, principalmente em 2018. No Ittihad também fizemos bom trabalho, levando o time a Champions de novo, com mais posse de bola depois do tempo de trabalho e reforços. Busquei informações sobre o Santos, procurei saber tudo sobre o clube. Dentro de campo e dentro do CT. Chego com muita paz, acreditando em realizar grande trabalho. Agradeço demais pela confiança da diretoria. Tenho uma ideia da forma de jogar, mas nada melhor do que ver no dia a dia", disse Carille.

"Ofensividade independe esquema de jogar. Posso jogar com três zagueiros e super ofensivo, atacantes de lado marcando e ser defensivo. A distribuição tática não mostra se é ofensivo ou defensivo, mas sim a atitude. 4-1-4-1 pode ser muito ofensivo. O do Tite era muito ofensivo, por exemplo. Todos os técnicos buscam equilíbrio. E esse equilíbrio entre ataque e defesa que vou buscar no Santos. Podem esperar time bem organizado. Mudar muito pouco. É pouco para o jogo de sábado, depois poucos dias para a decisão. Mas aos poucos trazer para o que eu penso, do que eu ver das características. O trabalho da comissão é fazer a engrenagem funcionar da melhor forma possível. Os jogadores vão entendendo e que tenhamos entendimento rápido, eu e atletas, eu e comissão. Para que possamos organizar o quanto antes e fazer o time subir na classificação", completou.

O técnico também comentou sobre algumas decisões táticas e conceitos do seu trabalho.

"Na minha carreira, minha e da comissão, já encontramos de tudo e nos adaptamos ao elenco. Já tive time de posse em 2018, quando achei Jadson e Rodriguinho por dentro. Já fui em contra-ataque em 2019, equilíbrio maior em 2017… No Ittihad tivemos mais posse no segundo ano, quando fomos terceiro lugar. O profissional não é dono de tudo e não há certo ou errado. Quanto antes sabermos o que elenco pode dar, estaremos mais perto do sucesso. Gosto de transição ofensiva e defensiva rápida, pressão na bola… Trarei esses detalhes independentemente da formação, mas temos pouco tempo e vamos crescer dia a dia", concluiu.

Carille tem 47 anos e fez sucesso desde a base do Corinthians antes de ser efetivado em 2016. Ele foi campeão brasileiro em 2017 e conquistou o tricampeonato paulista (2017, 2018 e 2019).

Depois dos títulos, Carille foi para o Al Wehda, também da Arábia Saudita, em 2018. Ele ficou sete meses por lá antes de voltar ao Timão. A segunda passagem no Parque São Jorge não foi como o esperado e veio a demissão em novembro de 2019.

No Ittihad, Carille se destacou. Somou 21 vitórias, 16 empates e 10 derrotas em 47 jogos, com a vaga na final da Liga dos Campeões Árabes. A derrota na decisão e uma divergência com a diretoria culminaram na surpreendente saída.

Fábio Carille dirigirá o Santos no Campeonato Brasileiro, onde o time ocupa a 14ª colocação atualmente, e na Copa do Brasil. O Peixe perdeu por 1 a 0 para o Athletico na Arena da Baixada e precisa vencer na Vila na próxima terça-feira para avançar à semifinal. A estreia será diante do Bahia, sábado, também na Vila Belmiro, pela 20ª rodada do Brasileirão.

Gazeta Esportiva Gazeta Esportiva
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