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Com forte concorrência dos novos 'Meninos da Vila', Copete se despede do Santos

Atacante colombiano se tornou o maior artilheiro estrangeiro da história do time paulista em seus cinco anos na equipe

11 jun 2021 05h10
| atualizado às 05h10
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Um dos principais jogadores do Santos entre 2016 e 2017, Jonathan Copete encerrou sua trajetória pelo clube nesta quinta-feira. O atacante colombiano se tornou o maior artilheiro estrangeiro da história do time paulista em seus cinco anos na equipe, mas não resistiu à forte concorrência da base santista e acabou sendo sobrepujado pela nova geração dos "Meninos da Vila".

Aos 33 anos, Copete não teve seu contrato renovado e deixou o clube em acordo amigável, ciente da falta de espaço. Desde que voltou ao Santos, após ficar um ano fora em dois períodos de empréstimo, o colombiano não conseguiu recuperar seu espaço na equipe, em meio à ascensão de jovens atacantes, como Kaio Jorge (19 anos) e Marcos Leonardo (18). Ângelo, de 16 anos, de menos da metade da idade do colombiano.

Os garotos ganharam espaço entre os titulares ou viraram reservas imediatos de Marinho e Lucas Braga, um pouco mais experiente que as crias da base santista. Nem mesmo a saída de Soteldo, outro estrangeiro artilheiro, deu brechas para o retorno de Copete.

O atacante colombiano voltou ao Santos em junho do ano passado, após breves passagens pelo Pachuca, do México, e o Everton de Viña del Mar, do Chile. Copete retornou direto para o time B e só ganhou novas oportunidades na equipe principal com a chegada do técnico Ariel Holan, em fevereiro.

Se entre 2016 e 2017 Copete foi um dos principais jogadores do time, dividindo o ataque com Ricardo Oliveira, em 2021 ele precisou atuar improvisado para ter espaço entre os titulares. Com Holan, foi até lateral-esquerdo, na tentativa frustrada do treinador de deixar a equipe mais versátil.

Entre homenagens - recebeu uma placa das mãos do técnico Fernando Diniz e do executivo de futebol André Mazzuco -, o colombiano deixou a equipe com 26 gols, sendo o quarto estrangeiro que mais defendeu o Santos, em 145 jogos.

"Foi uma vida dentro deste clube, que hoje eu posso dizer que amo. Jogar cinco anos no maior do mundo, que é o Santos, foi uma honra e vou levar muitas coisas positivas daqui para a minha vida. Infelizmente não consegui ganhar um título, mas sempre fiz tudo que podia com essa camisa. Passa um filme pela cabeça", disse Copete.

Mesmo preterido, o colombiano não se deixou incomodar e manteve o bom relacionamento com a comissão técnica e a diretoria. "É muito gratificante poder sair dessa maneira. Não são todos os jogadores que conseguem deixar um clube com o ambiente tão bom. Estou saindo pela porta da frente e, para mim, isso é muito importante", declarou. "Vou embora feliz e agradecido, deixando aqui todo meu respeito e carinho. Deixo uma família aqui e seguirei na torcida para que tudo de bom aconteça com o Santos."

Com a saída de Copete, o elenco santista conta agora com apenas um estrangeiro. Carlos Sánchez está voltando de lesão. E está apenas a dois gols de alcançar o agora ex-companheiro colombiano na briga pela artilharia histórica entre os estrangeiros do clube.

Estadão
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