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Valdir Joaquim de Morais, o parceiro de Telê e de Luxemburgo

O mestre Valdir criou a profissão de preparador de goleiros no país e foi ídolo no São Paulo, no Palmeiras e no Corinthians

12 jan 2020
14h08
atualizado às 14h59
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Em 94, o São Paulo já era bicampeão mundial. Como repórter em início de carreira, eu tinha a honra de cobrir o Tricolor durante as folgas do setorista do clube. Depois do treino, Valdir Joaquim de Morais e Telê Santana gostavam de fazer uma disputa para ver quem acertava mais o travessão. A precisão da dupla chamava a atenção.

Valdir Joaquim de Morais nos tempos de São Paulo - FOTO: Divulgação/São Paulo FC
Valdir Joaquim de Morais nos tempos de São Paulo - FOTO: Divulgação/São Paulo FC
Foto: LANCE!

Acabei tendo mais contato com o “Seo Valdir”, quando fui setorista do Corinthians, no período em que Luxemburgo assumiu o Timão. Sempre um bom papo, com muitas histórias para contar, Valdir Joaquim de Morais era mais do que um preparador de goleiros. Ele era um ótimo conselheiro para Luxa, que sempre o procurava para saber sua valiosa opinião.

Certa vem em Atibaia, durante uma das concentrações corintianas, fiquei conversando informalmente com ele. Marcelinho Carioca tinha sido afastado por Luxemburgo e o “Seo Valdir” acabou revelando que o técnico ia reintegrar o jogador em breve. Já tinha uma bela pauta para o dia seguinte e a volta do Pé de Anjo acabou se concretizando na mesma semana.

Valdir Joaquim de Morais, Telê Santana, Sócrates. O futebol de vez em quando nos presenteia com profissionais que serão lembrados não apenas pelas inúmeras conquistas dentro de campo. Pelas mãos do “Seo Valdir” passaram goleiros como Zetti, Rogério Ceni, Velloso, Marcos. Até goleiros menos famosos como Maurício e Nei, que defenderam o Corinthians, tiveram ótimos momentos quando foram treinados pelo mestre.

Luxemburgo, hoje tão criticado por muitos, sempre tratou Valdir Joaquim de Morais como se fosse seu pai. Não abria mão da experiência do “Seo Valdir”, que retribuía com seus treinamentos precisos e conselhos certeiros.

Descanse em paz, mestre!

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